“Os verdadeiros líderes, sobretudo na crise, acreditam que podem fazer mais e melhor. Não se saciam com o caminho já trilhado”

(Betânia Tanure – Doutora, professora e consultora da BTA)
Escreve no Valor Econômico

Prezado leitor,

Abrimos a Palavra do Presidente nº 54, de 07.01.2020, com esta mensagem: “estamos iniciando a segunda década do ano de 2000 no embalo de vários fatores positivos, resultado de medidas adotadas pelo executivo e pelo legislativo que, por oferecer uma base da melhora do ambiente de negócios, vem animando as cadeias produtivas a planejarem retomar os investimentos”.

Entretanto, no mês de fevereiro já começaram a aparecer no horizonte os presságios de sombrias nuvens surpreendendo a todos com uma terrível pandemia que abalaria o equilíbrio geopolítico do Planeta Terra. Da primeira pandemia, que registra a história, ocorrida em 429 a.C, conhecida como Praga de Atenas até a atual COVID-19, de número 62, alguns milhões de vidas foram ceifadas através dos séculos.

Em 2020, os governos de todos os países se movimentaram adotando medidas de natureza sanitária e econômica para salvar vidas e para evitar a paralisação das atividades produtivas.

Os Bancos Centrais inundaram os mercados de liquidez com estímulos monetários e fiscais, estimados em US$70 trilhões. No Brasil enfrentamos muitos desafios e foram liberados recursos da ordem R$ 1 trilhão que o governo distribuiu como auxílio às empresas e à população menos favorecida.

O tempo foi passando e, nestes meses de pandemia, férteis para a criatividade do pequeno empresário surgiram 1,5 milhão de novas microempresas individuais, segundo o SEBRAE, sem falar na indústria que não pôde atender a toda demanda pela falta de insumos.

O fomento comercial teve uma performance invejável nessa ajuda garantindo, com seus recursos próprios, a sobrevivência das micro, pequenas e medias empresas para manter o ritmo dos seus negócios, adaptando-se às circunstâncias, operando com um índice de liquidez, que girou entre 70% e 88%, coadjuvando com o governo para a retomada das atividades econômicas do País.

Neste contexto, registre-se que a lei sancionada do saneamento básico mais a lei do gás, projeto ainda em curso no Congresso Nacional, têm a oportunidade histórica de se constituírem em poderosa alavanca de investimentos, estimados em mais de R$700 bilhões, para ampliar o espaço de competitividade para as empresas privadas, para melhorar a questão social e gerar milhares de empregos.

Na nossa visão, 2021 vai depender da capacidade do governo de administrar o teto dos gastos que, juntamente com as várias vacinas disponíveis, poderão dar sustentação a uma efetiva e segura retomada da normalidade da vida nacional.

A atual pandemia, a despeito de suas sequelas de natureza sanitária, social e econômica, está fadada a ser sanada, em curto prazo, o que não ocorreu nas pandemias havidas, por não disporem dos enormes e avançados recursos da modernidade tecnológica.

2021 se aproxima e, à semelhança de janeiro de 2020, nossa mensagem é de otimismo, de união e de muitos bons negócios para todos os empresários de fomento comercial, em particular, para os associados da ANFAC, que estamos certos poderão reformular seus procedimentos, à luz da experiência ora colhida, para trilhar os novos caminhos traçados pelas necessidades dos micro e pequenos empresários, que souberam construir, com inteligência, um valioso aprendizado para enfrentar os desafios do dia a dia e atender às necessidades de sua sobrevivência.

Sucesso! Muito Sucesso!
Luiz Lemos Leite
Presidente

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