Agente de fomento mercantil deve ser polivalente e parceiro de suas empresas-clientes

ANFAC teve a primazia de iniciar e contribuir na formação deste conceituado profissional

Comemorado no último dia 11, o dia do agente de fomento mercantil é uma homenagem a profissão que enaltece, cada vez mais, o setor de factoring. Foi durante o IV Congresso Brasileiro de Fomento Mercantil, realizado em dezembro de 1996, que a data foi escolhida para homenagear este profissionaldo factoring. Para ser um agente do fomento mercantil, algumas características são importantes como ser polivalente, parceiro e estar preparado para dar ampla assistência às empresas-clientes.

A ANFAC – Associação Nacional das Sociedades de Fomento Mercantil – Factoring sempre teve, dentre outros objetivos, o de estruturar treinamentos que pudessem contribuir para a capacitação e formação desse profissional. A entidade já realizou mais de 150 cursos de agente de fomento mercantil – operador de factoring, em diversas cidades e capitais do País, com o objetivo de capacitar os participantes e avaliar alternativas, estabelecer prioridades e desenvolver estratégias, não só na área de factoring, como também em outras áreas. O presidente da ANFAC, Luiz Lemos Leite, relata que, em 31 anos da entidade, os cursos são ministrados para que as pessoas tenham melhor preparo para exercer a profissão.

“O curso da ANFAC oferece conhecimentos básicos para manter um elevado nível profissional para o Operador de Factoring. Por ser uma atividade de parceria, caracteristicamente de multisserviços, sempre houve de minha parte a preocupação de habilitar seus agentes e operadores para que possam praticar as várias formas de prestação de serviços e acompanhara dinâmica da evolução da economia”, informa Lemos Leite.

O presidente da ANFAC acrescenta que os agentes de fomento mercantil devem ter conhecimento de direito, economia, matemática financeira, crédito, contabilidade, marketing e relações públicas, que fazem parte do programa multidisciplinardo curso de Agente de Fomento Mercantil – Operador de Factoring.

Segundo os profissionais do setor, ser um agente de fomentomercantil está em alta. Para Daniel Gonçalves, da Cumbica Factoring, a profissão vem sendo valorizada pela própria concorrência entre as empresas de fomento, que estão disputando profissionais formados e que possuem carteira de clientes. “Além disso, o Brasil sediará grandes eventos que exigirão estrutura, trabalho e mão de obra. Isso já tem aumentado muito a demanda por operações”, analisa Gonçalves, ressaltandoque manter uma boa carteira de clientes ativos e prestar um atendimento rápido, eficiente e com segurança são os maiores desafios da profissão.

Gonçalves explica que as atribuições do agente de fomento mercantil podem variar de acordo com a empresa. “Na Cumbica Factoring, os agentes de fomento mercantil prospectam novos clientes, acompanham a elaboração dos documentos cadastrais, atendem as empresas nas operações diárias e fazem contatos com clientes e sacados que estão com atrasos.Porém, as atribuições do agente de fomento mercantil estão diretamente ligadas à política de cada empresa, levando em conta seu porte e estrutura”.

Danilo Moniva, da 3MS Fomento, acredita que as perspectivas da profissão são muito boas, principalmente devido às tendências legais e regulatórias. “A tão esperada entrada da Lei de Factoring, assim como o início da regulamentação do setor pelo Banco Central tende a desestimular as Factorings “piratas” e abre mais espaço para as Factorings sérias”, comenta Moniva, acrescentando que o agente de fomento mercantildeve ter três características: energia, inteligência e índole. “Aprofissão exige energia média/alta, inteligência alta e principalmente boa índole, que é o principal”.

O trabalho dos agentes de fomento mercantil também é enaltecido pelos clientes. Simonetta Landolina Coppola, da NurionFS Ind. & Com. de Correias Ltda., é uma das clientes que vênos agentes de fomento mercantil uma boa parceria. “Estes profissionais enxergam as empresas diretamente, sabem com quem estão tratando. Outras instituições só enxergam números, e valorizam as empresas somente pelos balanços, são totalmente formais e não sabem a realidade em que as empresas estão vivendo. As factorings têm a preocupação de acompanhar o andamento e o crescimento das suas empresas-clientes. Há um desenvolvimento muito grande, onde a empresa cresce e a factoring cresce junto”.

Simonetta ressalta que as negociações com os agentes de fomento mercantil são mais pessoais, rápidas e menos restritivas, por isso ela acha a profissão indispensável. “Não podemos esquecer que se trata de uma relação financeira, mas existe uma parceria. Talvez sem as factorings, com as restrições que as empresas estão passando hoje, não conseguiríamos passar pelos momentos de crise do mercado econômico. Por isso considero a profissão indispensável e realmente necessária”, conclui.