ANFAC atinge em 2012, a marca de 152 cursos de Agente de Fomento Mercantil

Luiz Lemos Leite comenta a importância do curso e sua evolução ao longo dos 30 anos da entidade

Com o ano de 2012 chegando ao fim, a ANFAC atinge a marca de 152 cursos de Agente de Fomento Mercantil – “Operador de Factoring” já realizados. Ministrado em diversas cidades e capitais do País, o programa do treinamento objetiva capacitar os participantes a avaliar alternativas, estabelecer prioridades e desenvolver estratégias, não só na área de factoring, como também em outras áreas. Nestes 30 anos de ANFAC já foram realizados 152 cursos, sendo a cidade de São Paulo aquela que mais demandou e recebeu participantes um total de 102 (cento e duas) turmas. O 152º Curso de Agente de Fomento Mercantil, o último realizado em 2012, aconteceu em Recife e contou a participação de 43 alunos.

O presidente da ANFAC, Luiz Lemos Leite, relembra como os cursos entraram no radar da ANFAC:
“quando fundei a ANFAC, em 1982, trazia uma bagagem de 31 anos de larga experiência vivida no setor público, inclusive a relevante função exercida, por três anos, junto à Presidência da República. A lição que aprendi durante meu tempo de trabalho no Banco do Brasil e no Banco Central é que o dirigente, o administrador e ou o líder não podem ignorar que a sua equipe de colaboradores deve ter elevado comprometimento para com os resultados a serem alcançados e ter capacidade administrativa para consolidar o empreendimento. Para que as pessoas tenham esse comprometimento com o resultado do seu trabalho, uma das condições é seu preparo intelectual. Daí, uma das primeiras iniciativas tomadas foi organizar um curso que pudesse oferecer conhecimentos básicos para manter um elevado nível profissional para o “Operador de Factoring”.

O primeiro curso de – “Operador de Factoring” – foi realizado pela ANFAC na cidade do Rio de Janeiro, entre abril e julho de 1983, com 60 participantes. A partir de maio de 2003, o treinamento passou a denominar-se Agente de Fomento Mercantil – “Operador de Factoring”. Nestes 30 anos já foram conferidos 7.517 certificados de aproveitamento que são importantes nas carreiras de economistas, administradores, advogados, engenheiros, médicos, contadores,estudantes e empresários dos mais variados setores.

Historicamente, o factoring é a soma de funções e atividades exercidas, com habitualidade, por uma empresa especializada com a finalidade de dar sustentação a pequenas e médias empresas. Segundo Lemos Leite, o componente “serviços de factoring”, refere-se à análise e verificação em torno da origem e formalização dos direitos creditórios, materializados em títulos de crédito, objeto da operação de factoring.

“Por ser uma atividade de parceria, caracteristicamente de multisserviços, sempre houve de minha parte a preocupação de habilitar seus agentes e operadores para que possam praticar as várias formas de prestação de serviços e acompanhar a dinâmica da evolução da economia e do mercado. São profissionais polivalentes que devem ter conhecimentos de direito, de economia, de matemática financeira, de crédito, de contabilidade, de marketing e de relações públicas, que fazem parte do programa multidisciplinar do curso de Agente de Fomento Mercantil – Operador de Factoring”, complementa o presidente da ANFAC.

Para Lemos Leite, a formação profissional é imprescindível para o sucesso das empresas de factoring. “Além dos conhecimentos técnicos inerentes à prática do fomento, a qualificação para o exercício das funções de agente ou de operador exige o emprego correto e adequado de expressões, de terminologia e de mecanismos próprios do fomento comercial, tal qual se utiliza em qualquer outra atividade.

A parceria é da essência do factoring, por ser o substrato que deve dar o suporte para o desempenho das amplas funções exercidas pelas empresas de fomento comercial, que trabalham com uma clientela que têm dificuldades de identificar ou dar solução aos problemas inerentes ao dia a dia dos empreendedores. Leite explica que, enquanto uma empresa de grande porte pode contratar consultores, gerentes e outros profissionais especializados, as pequenas e médias empresas não têm condições para fazer esse tipo de investimento, mas podem valer-se da multiplicidade de serviços oferecidos pelo fomento comercial para orientá-las na gestão de seus negócios e na venda de seus produtos e para suprir as necessidades de recursos para o seu giro operacional, tornando-as cada vez mais competitivas no mercado.

Com o desenvolvimento do mercado de factoring, o treinamento compõe um calendário de outros programas mais curtos com enfoque em matemática financeira, contabilidade, direito no fomento mercantil, “compliance”, risco operacional, risco de crédito e de mercado. “Ao longo destes 30 anos, o curso de Agente de Fomento Mercantil – Operador de Factoring consolidou sua posição de reconhecido centro de estudo e treinamento especializado em factoring no Brasil. Diante das sugestões colhidas dos participantes ao final de cada um, o curso atingiu alto nível de excelência”, comenta o presidente, acrescentando a competência dos profissionais que já ministraram ou ainda ministram as aulas, como os professores: Paulo Freire de Melo, Marco Aurélio Coelho, Wladimir Freua, Daniel Gonçalves, José Luis Dias da Silva, Dorival Maso e Marcio Vieira.

“Com orgulho registro que participei de todos os cursos realizados, ocupando-me no primeiro dia de toda parte histórica, conceitual, jurídica e operacional de factoring”, finaliza o presidente da ANFAC.