Após registrar forte crescimento em 2011, inadimplência do consumidor inicia o ano em queda

O consumidor utilizou parte de seu 13º salário para honrar o pagamento de suas dívidas. De acordo com o Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor, em janeiro de 2012, na comparação com dezembro de 2011, a inadimplência dos consumidores brasileiros registrou queda de 0,4%. Na relação anual (janeiro de 2012 sobre janeiro de 2011), por sua vez, o indicador apresentou crescimento de 16,6%.

Segundo os economistas da Serasa Experian, desde o terceiro trimestre de 2011, o consumidor mais endividado vem priorizando quitar suas despesas. Nos últimos quatro meses do ano passado, apenas novembro apresentou evolução mensal (1,9%). Além do abono de final de ano, a redução dos juros e da inflação ajudou a dar um fôlego no orçamento familiar.

Na decomposição do indicador, as dívidas com os bancos e a inadimplência com os cheques sem fundos puxaram o recuo do indicador com queda de 2,3% (-1,2% p.p) e 8,1% (-0,8% p.p), respectivamente. Já as dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) e os títulos protestados contribuíram para que a inadimplência do consumidor não caísse ainda mais, com crescimento de 3,5% e 16,9% e contribuição de 1,4% e 0,2%, respectivamente. Confira na tabela abaixo:

Valor médio das dívidas

Em janeiro de 2012, todas as modalidades da inadimplência apresentaram alta no valor médio das dívidas. A inadimplência não bancária cresceu 65,8%, os cheques sem fundos apresentaram alta de 13,3%, assim como os títulos protestados e as dívidas com os bancos, que aumentaram 4,2% e 0,1%, respectivamente. Veja a tabela abaixo:

Metodologia do Indicador

O Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor reflete o comportamento da inadimplência em âmbito nacional. Considera as variações registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados, dívidas vencidas com bancos e dívidas não bancárias (lojas em geral, cartões de crédito, financeiras, prestadoras de serviços como fornecimento de energia elétrica, água, telefonia etc.) em todo o país. Por levar em conta o inadimplemento das pessoas físicas nas mais diversas modalidades, e não apenas dentro do sistema financeiro, o índice da Serasa Experian consegue capturar movimentos cíclicos de inadimplência, que, muitas vezes, revelam ocorrências que vão se manifestar no sistema bancário dentro de 6 a 12 meses.