As vantagens do factoring

Ao contrário do que mora no imaginário de muitos, o factoring não tem nada a ver com compras de cheques. A atividade vai desde o planejamento da gestão do negócio até a injeção do capital, atravé da compra da produção e de recebíveis. Só em 2013 o setor movimentou R$ 100 bilhões.

Luiz Lemos Leite trouxe o factoring para o Brasil em 1982 e hoje é presidente da Associação Nacional de Fomento Comercial (ANFAC). “É um setor com as atividades legalizadas e autorregulação. Temos um marco regulatório que segue as normas da Receita Federal, do Banco Central e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). Não tem nada a ver com compra de cheque, senão a nossa atividade se chamaria agiotagem”, brinca Lemos.

As companhias de factoring só podem ter empresas como clientes e atuam em indústria, comércio e serviços. O presidente da ANFAC explica a dinâmica da atividade. “Primeiro visitamos a indústria para identificar as dificuldades. Nas pequenas e médias geralmente o problema é gestão. Em seguida, compramos à vista os direitos de recebimento da produção que o empresário vendeu a prazo. Suprimos a lacuna da gestão e do capital de giro”.

Na prática, é como se o factoring comprasse toda a produção à vista para depois receber de quem a comprou a prazo. Pelo serviço e o risco que as empresas de factoring assumem quando fazem parceria com companhias endividadas, é cobrada uma taxa chamada de “fator factoring”. No começo de março, o fator estava em 3,84% ao mês, contra 10,75% ao ano da taxa Selic.

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