Atividade do comércio inicia 2012 em queda

Segmentos de veículos, motos e peças puxaram o recuo da atividade do comércio no primeiro mês do ano. Chuvas também atrapalharam o segmento de tecidos, vestuário, calçados e acessórios.

De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, o movimento dos consumidores nas lojas em todo o país recuou 1,6% no primeiro mês do ano, já descontadas as influências sazonais. Foi o primeiro recuo mensal deste indicador após três meses consecutivos de variações positivas.

O segmento de veículos, motos e peças, com queda de 2,9% no movimento dos consumidores nas lojas especializadas, foi o ramo do varejo que puxou o recuo do indicador em janeiro/12. Também a redução da procura de 1,7% no segmento de tecidos, vestuário, calçados e acessórios pesou na determinação de uma taxa negativa para o crescimento do varejo neste primeiro mês do ano.

Segundo os economistas da Serasa Experian, a entrada, agora em definitivo, do IPI mais elevado para os carros importados impactou o fluxo dos consumidores nas lojas do ramo no mês de janeiro de 2012. Além disto, as fortes chuvas, especialmente no centro-sul do país, atrapalharam o movimento dos consumidores nas lojas de tecidos, vestuário, calçados e acessórios, levando este segmento do varejo a antecipar a liquidação de verão neste ano, o que normalmente acontece somente após o carnaval.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, janeiro de 2012 registrou alta de 6,4% atividade varejista nacional, prosseguindo no processo de desaceleração das taxas de crescimento anuais, fato que vem ocorrendo desde o final do primeiro semestre do ano passado. Este resultado sinaliza que, em 2012, dificilmente a atividade varejista irá superar o crescimento de 8,7% verificado no acumulado do ano de 2011, observam os economistas da Serasa Experian.

Metodologia do Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio

O Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio é construído, exclusivamente, pelo volume de consultas mensais realizadas por estabelecimentos comerciais à base de dados da Serasa Experian. As consultas (nas formas de taxas de crescimentos) são tratadas estatisticamente pelo método das médias aparadas com corte de 20% nas extremidades superiores e inferiores. Com as taxas de crescimento tratadas e ponderadas pelo volume de consultas de cada empresa comercial é construída a série do indicador. A amostra é composta de cerca de 6.000 empresas comerciais e o indicador, com início em janeiro de 2000, é segmentado em seis ramos de atividade comercial.