Atividade econômica abre 2016 com dupla queda

O Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal) exibiu queda de 0,1% em janeiro/16, descontado os devidos ajustes sazonais. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a retração da atividade produtiva do país foi de 6,1%, ampliando o recuo de 5,7% observado na comparação interanual do mês anterior (dezembro/15).

De acordo com os economistas da Serasa Experian, a dupla queda observada na atividade econômica em janeiro/16, isto é, contra o mês imediatamente anterior (dezembro/15) contra janeiro/15, representa tanto um prolongamento quanto um aprofundamento do atual quadro recessivo do país.

Pelo lado da oferta agregada, a queda de 1,0% na atividade industrial foi a responsável pela retração da atividade econômica do país em janeiro/16. Vale notar que o recuo interanual da indústria, isto é, a comparação janeiro/16 vs. janeiro/15, atingiu 11,7%. Tamanho tombo da atividade industrial não ocorria desde fevereiro de 2009. O setor de serviços exibiu um pequeno crescimento de 0,2% ao passo que a atividade agropecuária registrou avanço significativo de 2,2% no primeiro mês do ano.

Do ponto de vista da demanda agregada a retração de 1,1% observada no consumo das famílias foi a principal responsável pela queda na atividade econômica no primeiro mês deste ano. Vale notar que na comparação interanual (jan/16 vs. jan/15), a retração de 7,6% observada no consumo das famílias foi recorde negativo de toda a série histórica. Também o setor externo, com exportações recuando 0,1% e importações crescendo 4,0%, pesou negativamente sobre a economia em janeiro/16. Na direção contrária, porém sem forças para contrabalançar integralmente as pressões negativas sobre a economia, observou-se crescimento de 1,4% no consumo do governo e de 3,9% nos investimentos.

Metodologia do Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal)

Na construção do Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal) utilizam-se técnicas estatísticas de desagregação temporal com indicadores (Chow-Lin, Fernandez, Litterman e Santos Silva-Cardoso). Cada subcomponente do PIB Trimestral, sem ajuste sazonal, oriundo do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais do IBGE, foi desagregado, por cada uma das técnicas supramencionadas, utilizando-se séries de alta freqüência (mensais) altamente correlacionadas com a série a ser desagregada. Considerou-se como estimativa final de cada série mensal associada a cada um dos subcomponentes do PIB Trimestral a média aritmética simples dos valores mensais obtidos por cada uma das técnicas distintas de desagregação temporal.

As séries mensais finais dos subcomponentes foram utilizadas como indicadores para a obtenção das séries dos níveis hierárquicos imediatamente superiores, sempre considerando como estimativas finais, em cada etapa, as médias aritméticas dos valores obtidos pelas quatro técnicas de desagregação temporal. Tal procedimento foi conduzido até chegar-se à última desagregação temporal, ou seja, do PIB Trimestral Consolidado, sendo que, para tanto, consideramos como indicadores mensais as séries desagregadas dos componentes da oferta agregada.

Para a obtenção das estimativas mensais das séries do PIB Trimestral com ajuste sazonal, cada componente mensal desagregado nos procedimentos anteriores (sem ajuste sazonal) foram ajustados sazonalmente utilizando-se TRAMO/SEATS constituindo-se, assim, os indicadores mensais a serem utilizados nas técnicas de desagregação temporal das séries, com ajuste sazonal, do PIB Trimestral.