Atividade econômica estagnou em fevereiro

A economia brasileira estagnou em fevereiro de 2012. O Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal) registrou crescimento nulo no segundo mês do ano, já efetuados os devidos ajustes sazonais. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve crescimento de 2,1% da atividade econômica, menor que o crescimento de 2,8% observado na comparação interanual entre janeiro/12 e janeiro/11. No acumulado do primeiro bimestre do ano, o crescimento face ao mesmo período de 2011 foi de 2,3%.

A atividade econômica somente não se retraiu em fevereiro/12 graças ao desempenho do setor externo: as exportações de bens e serviços cresceram 3,7% no segundo mês do ano, recuperando-se parcialmente do recuo de 7,6% observados em janeiro/12; e as importações caíram 5,1% no segundo mês do ano. Também no campo positivo tivemos um ligeiro aumento de 0,1% no consumo do governo. Já na direção contrária, o consumo das famílias e os investimentos recuaram 0,1% e 0,2%, respectivamente em fevereiro/12.

Do ponto de vista da oferta agregada, o setor industrial registrou expansão de 0,5% no segundo mês do ano e o setor de serviços acusou alta de 0,1%. Já o setor agropecuário permaneceu estagnado pelo segundo mês consecutivo.

Segundo os economistas da Serasa Experian, o ritmo de crescimento econômico ainda verifica-se fraco neste início do ano, apesar do conjunto de estímulos monetários e fiscais que têm sido colocados desde o terceiro trimestre do ano passado. O baixo dinamismo da economia mundial e a pouca disposição do consumidor em ampliar seu nível de endividamento, tendo em vista a inadimplência mais alta, aliada à maior seletividade por parte das instituições financeiras, têm produzido efeitos não expansionistas sobre a atividade econômica.

Metodologia do Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal)

Na construção do Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal) utilizam-se técnicas estatísticas de desagregação temporal com indicadores (Chow-Lin, Fernandez, Litterman e Santos Silva-Cardoso). Cada subcomponente do PIB Trimestral, sem ajuste sazonal, oriundo do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais do IBGE, foi desagregado, por cada uma das técnicas supramencionadas, utilizando-se séries de alta freqüência (mensais) altamente correlacionadas com a série a ser desagregada. Considerou-se como estimativa final de cada série mensal associada a cada um dos subcomponentes do PIB Trimestral a média aritmética simples dos valores mensais obtidos por cada uma das técnicas distintas de desagregação temporal.

As séries mensais finais dos subcomponentes foram utilizadas como indicadores para a obtenção das séries dos níveis hierárquicos imediatamente superiores, sempre considerando como estimativas finais, em cada etapa, as médias aritméticas dos valores obtidos pelas quatro técnicas de desagregação temporal. Tal procedimento foi conduzido até chegar-se à última desagregação temporal, ou seja, do PIB Trimestral Consolidado, sendo que, para tanto, consideramos como indicadores mensais as séries desagregadas dos componentes da oferta agregada.

Para a obtenção das estimativas mensais das séries do PIB Trimestral com ajuste sazonal, cada componente mensal desagregado nos procedimentos anteriores (sem ajuste sazonal) foram ajustados sazonalmente utilizando-se TRAMO/SEATS constituindo-se, assim, os indicadores mensais a serem utilizados nas técnicas de desagregação temporal das séries, com ajuste sazonal, do PIB Trimestral.