Atividade econômica inicia terceiro trimestre com crescimento

Após a estagnação verificada em junho, a economia brasileira voltou a crescer em julho. De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal), a alta foi de 0,4% em julho/11, descontando-se as influências sazonais. Em relação ao mesmo mês de 2010, o crescimento da atividade econômica foi de 3,0% em julho/11, acumulando elevação de 3,5% nos primeiros sete meses de 2011. Já nos 12 meses encerrados em julho/11, houve expansão de 4,4% da atividade econômica.

Do ponto de vista da demanda agregada, a atividade econômica continua sendo puxada pelo consumo das famílias, o qual cresceu 1,1% em julho/11, acumulando alta de 5,8% no período de janeiro a julho de 2011. Também o consumo do governo ajudou a impulsionar a economia em julho/11, registrando expansão de 0,4%. Com isto, nos primeiros sete meses de 2011, o consumo do governo registra crescimento de 3,5%. Na ponta contrária, os investimentos caindo 2,5% e as exportações recuando 2,2% contribuíram negativamente para a expansão da economia brasileira no primeiro mês deste segundo semestre.

Já pelo prisma da oferta agregada, a recuperação da atividade industrial, avançando 0,7% em julho/11 após ter caído 1,3% no mês anterior e a alta de 0,3% da produção agropecuária exerceram influências mais significativas sobre a atividade econômica em julho/11.

Apesar da alta de 0,4% em julho/11, o cenário para o ritmo de crescimento econômico é de desaceleração. A variação anual da atividade econômica, isto é, o crescimento em relação ao mesmo mês do ano passado, recuou de 3,2% em junho/11 para 3,0% em julho/11 e o crescimento trimestral passou de 0,8% no trimestre encerrado em junho/11 para 0,7% nos três meses findos em julho/11. Tal desaceleração é fruto das medidas de aperto fiscal e monetário introduzidas pelo governo para se combater a alta da inflação, do agravamento do quadro externo e da alta das importações, salientam os economistas da Serasa Experian.

Metodologia do Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal)

Na construção do Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal) utilizam-se técnicas estatísticas de desagregação temporal com indicadores (Chow-Lin, Fernandez, Litterman e Santos Silva-Cardoso). Cada subcomponente do PIB Trimestral, sem ajuste sazonal, oriundo do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais do IBGE, foi desagregado, por cada uma das técnicas supramencionadas, utilizando-se séries de alta freqüência (mensais) altamente correlacionadas com a série a ser desagregada. Considerou-se como estimativa final de cada série mensal associada a cada um dos subcomponentes do PIB Trimestral a média aritmética simples dos valores mensais obtidos por cada uma das técnicas distintas de desagregação temporal.

As séries mensais finais dos subcomponentes foram utilizadas como indicadores para a obtenção das séries dos níveis hierárquicos imediatamente superiores, sempre considerando como estimativas finais, em cada etapa, as médias aritméticas dos valores obtidos pelas quatro técnicas de desagregação temporal. Tal procedimento foi conduzido até chegar-se à última desagregação temporal, ou seja, do PIB Trimestral Consolidado, sendo que, para tanto, consideramos como indicadores mensais as séries desagregadas dos componentes da oferta agregada.

Para a obtenção das estimativas mensais das séries do PIB Trimestral com ajuste sazonal, cada componente mensal desagregado nos procedimentos anteriores (sem ajuste sazonal) foram ajustados sazonalmente utilizando-se TRAMO/SEATS constituindo-se, assim, os indicadores mensais a serem utilizados nas técnicas de desagregação temporal das séries, com ajuste sazonal, do PIB Trimestral.