Balanço do Setor em 2012 e Perspectivas para 2013

Luiz Lemos Leite, presidente da ANFAC , faz uma análise do setor

O ano de 2012 foi promissor para o setor de factoring. Segundo levantamento preliminar da ANFAC – Associação Nacional das Sociedades de Fomento Mercantil – Factoring, para o ano de 2012, o valor do giro de carteira das operações das empresas de fomento poderia alcançar a cifra de R$ 100 bilhões, representados por direitos creditórios originados de vendas mercantis e de prestação de serviços efetuadas por suas empresas-clientes.

A clientela das empresas de factoring é composta por 151 mil pequenas e médias empresas, que enfrentam dificuldades como a limitação de recursos, de toda ordem, para o giro e manutenção de seus negócios.

A região Sudeste, que tradicionalmente concentra o maior número de empresas de fomento e de clientes deste setor, representou mais de 70% do valor total dos negócios de factoring realizados no Brasil, com destaque para o Estado de São Paulo.

Para Luiz Lemos Leite, presidente da ANFAC, as expectativas e projeções iniciais da entidade, feitas para o ano de 2012, ainda que assentadas em bases conservadoras, indicavam otimismo e crescimento moderado.

“O setor de factoring tende a se consolidar e as suas empresas devem se fortalecer com a iminente sanção da legislação específica para o setor que preconiza a regulamentação da atividade”.

Observando o dia a dia do mercado de factoring, Lemos Leite constata que os empresários e profissionais da área têm buscado soluções operacionais inovadoras, com o objetivo de viabilizar e compatibilizar novos modelos organizacionais, diante da nova realidade econômica, em que as margens tendem a se estreitar exigindo constante reavaliação da estratégia.

“Setores industriais que tradicionalmente lideram o ranking das estatísticas, como as empresas do segmento automotivo e metalúrgico, apresentaram crescimento dos negócios em seu mercado e, por via de consequência, elevaram as suas operações com as empresas de factoring, principalmente em razão dos benefícios fiscais oferecidos pelo governo para aqueles setores”, comenta o presidente da ANFAC, acrescentando que, diante da conjuntura econômica de 2012, “outros setores empresariais com forte presença no comércio elevaram seu peso ponderado na origem de ativos financeiros representados por direitos creditórios oriundos de suas vendas mercantis, negociados com as empresas de factoring, contribuindo para o incremento do volume total registrado no ano passado”.

Lemos Leite informa que, diante dos dados e números apresentados preliminarmente, e tendo em vista as condições da economia brasileira em curto prazo, as estimativas iniciais da ANFAC para o ano de 2013 é de que haja um gradual equilíbrio na distribuição de investimentos possibilitando, dessa forma, a expansão da atividade e das operações desenvolvidas pelas empresas de factoring.

“O cenário que se delineia para o factoring nos próximos anos é de que ocorrerão importantes alterações com a vigência da lei e com a implantação de novos processos na área operacional e tecnológica, que vão ser decisivos para o fortalecimento do factoring no Brasil. A adaptação ao ambiente regulatório da lei requer a reformulação dos processos e procedimentos de controle e gestão dos negócios das empresas de fomento mercantil”.

Segundo Lemos Leite, a implementação de mecanismos de avançada tecnologia na sistemática operacional, com implicações nos controles de natureza tributária fiscal, que atingirão todos os setores da economia, permite vislumbrar a possibilidade de trazer benefícios e vantagens, particularmente para as empresas que, pelo escopo do factoring, têm condições de acompanhar de perto a vida de suas empresas-clientes, identificando e avaliando tempestivamente os seus riscos endógenos e exógenos, para adotar as medidas cabíveis.

“É certo que novos produtos, serviços e atividades conexas e correlatas ganharão espaço no mercado de factoring, que, bem trabalhado, poderá desfrutar posição privilegiada no concerto econômico brasileiro”, conclui.