Bancos apostam em nova poupança

Os gestores de fundos para o varejo começam a se preparar para criar um concorrente à tão querida poupança. Cansados de assistir ao sucesso da caderneta, mais simples ainda que pouco rentável, os administradores de carteiras apelaram à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que veio com uma resposta. A nova Instrução nº 409, em audiência pública, propõe a criação do Fundo de Risco Soberano Simplificado. O nome é pomposo, mas a ideia é que o produto seja um primeiro acesso da classe média emergente ao mercado de capitais. Banco do Brasil, Bradesco e Caixa já fazem planos para a nova modalidade, mas ainda há dúvidas se ela realmente terá o charme esperado junto ao investidor.

Para a CVM, é importante oferecer uma aplicação financeira alternativa às cadernetas, que, segundo a minuta da audiência, passaram de 90 milhões de contas a mais de 125 milhões entre 2008 e 2013. A autarquia propõe um fundo com 95% do patrimônio investido em títulos públicos federais ou emitidos por instituições financeiras de risco de crédito no mínimo equivalente ao risco soberano. A distribuição, a documentação e a comunicação devem ser feitas apenas pela internet. E o gestor deve adotar uma estratégia que proteja o fundo de perdas e de volatilidade.

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