Bancos públicos estudam não cobrar juros de cheque especial

Uma das medidas em discussão entre os bancos oficiais e o Ministério da Fazenda para tentar reduzir o custo dos empréstimos no país é garantir aos clientes dessas instituições o uso do cheque especial por alguns dias no mês sem a cobrança de juros.

A medida, que já foi adotada por concorrentes da iniciativa privada, visa evitar que correntistas que recorrem eventualmente a essa forma de crédito por um prazo curto fiquem reféns do custo elevado do cheque especial.

A proposta surgiu durante discussão da equipe econômica, mas cada banco ainda estuda a viabilidade de implementá-la. Nesta semana, a Caixa Econômica Federal deverá divulgar suas ações para reduzir o custo dos empréstimos. O BB deverá fazer o mesmo na sequência.

Banco do Brasil e Caixa vão diminuir os juros para bom pagador

Para atender à determinação de Dilma Rousseff de reduzir o custo dos empréstimos no país, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal se preparam para cortes mais agressivos nas taxas oferecidas a clientes com histórico de bom pagador.

Os principais focos das medidas são os juros cobrados no cheque especial e no cartão de crédito.

A Folha apurou que, dependendo do risco que o cliente ou a empresa oferecem, será possível cortar as taxas em até mais da metade. Em produtos específicos, os juros podem cair de 10%, 9% para 3% ao mês.

De acordo com técnicos envolvidos na discussão, isso é possível a partir de uma mudança na lógica atual do sistema de crédito, em que o medo dos bancos de levar calote faz o índice embutido no custo dos empréstimos para compensar as perdas ser cobrado indiscriminadamente. Aí, a taxa fica mais alta para todos.