Brasil fez dever de casa e está preparado para a crise, diz Tombini

O presidente do BC, Alexandre Tombini, afirmou nesta quinta-feira (11) que o Brasil fez o dever de casa e está preparado para enfrentar um ambiente internacional mais complexo no futuro. “O Brasil está preparado, fez o dever de casa. O Banco Central, junto com o governo, adotou uma política ampla e consistente para trazer a inflação de volta ao controle.”

Durante premiação da Revista IstoÉ Dinheiro, realizada em São Paulo, Tombini destacou que o ambiente internacional, que já era de extrema complexidade, deteriorou-se recentemente. “Nós temos um nível de certeza grande e essa nova onda de incerteza decorre das consequências dos países que buscaram enfrentar aquela crise financeira de 2008 levando ao limite as suas políticas econômicas.”

Segundo ele, essas políticas adotadas por economias avançadas como Estados Unidos e países da zona do euro não geraram o crescimento necessário para reerguê-las.

“Nos preparamos para um agravamento do cenário internacional. Elevamos o nível de liquidez em moeda estrangeira e em moeda internacional, adotamos um conjunto de política que impactaram os fluxos de capital que vinham numa força muito grande”, disse. “”Temos a chance, nesses próximos anos, de, mais uma vez, demonstrar que o Brasil responde com qualidade a um período de maior desafio na economia global.”

Inflação

Para Tombini, “o importante nesse momento é manter a rigidez fiscal”. “Nós temos mantido no país [a rigidez fiscal] e isso tem ajudado no controle da inflação”, comentou. O presidente do Banco Central voltou a afirmar que o Brasil vai “atingir o objetivo” de manter a inflação sob controle.

Mantega

Em mensagem gravada em vídeo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, também reiterou que o Brasil está “muito bem preparado” para enfrentar os problemas que podem advir nos países avançados, qualquer que seja o tamanho da turbulência.

“Não vamos deixar a crise externa derrubar a nossa economia, reduzir nossos empregos e tudo o que construímos nesses últimos anos”, disse.