Brasil quer comando do banco do Brics para ganhar influência em emergentes

O Brasil briga nos bastidores para assumir a presidência do Novo Banco de Desenvolvimento, o “banco do Brics”, mas o esforço do Itamaraty e do Ministério da Fazenda esbarrou em resistências de outros membros na tarde de ontem, durante o encontro de ministros de economia do grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A decisão final sobre a sede e a primeira presidência da instituição será tomada hoje, após nova reunião dos ministros. Até a noite de ontem, o cenário estava favorável ao Brasil e à instalação da sede do banco em Xangai.

O interesse brasileiro sempre foi a direção do banco nesse momento inicial, quando as principais políticas e os processos de funcionamento e concessão de empréstimos serão definidos. O ministro da Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Mauro Borges, chegou a brincar que a “sede seria Xangai – bem, ao menos essa é a minha expectativa”. A estratégia brasileira era apoiar a China e receber em troca o apoio para a presidência. Uma fonte graduada do governo afirmou que dificilmente haveria uma mudança nesse arranjo, mas que a reunião “só termina quando termina.

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