Coesão e sinergia nacional no setor alavancam benefícios do factoring ao país

Qualificação profissional; relacionamento com legislativo, judiciário e órgãos regulatórios; e credibilidade na sociedade são algumas conquistas dos empresários de fomento
associados à ANFAC

Assim como no resto do país, as empresas de fomento mercantil da Região Nordeste precisam evoluir constantemente seus modelos operacionais e estratégicos para enfrentar as mudanças institucionais e de mercado. “O factoring vem passando por grandes transformações. A redução do fator com que vínhamos trabalhando nos últimos anos impõe a necessidade de mais eficiência. Junto a isso, o rigor da legislação faz as empresas se voltarem mais a seus processos”, diagnostica Frederico Loyo, presidente do SINFAC-PE e fundador da Milênio Factoring, sediada em Recife. “Isso acentua a importância do trabalho da ANFAC junto aos sindicatos, com acompanhamento da legislação, relacionamento com o Congresso (para elaboração da Lei do Factoring), forte credibilidade junto a órgãos como Receita Federal e COAF, e informações de qualidade para que o judiciário compreenda a legitimidade do fomento mercantil. Os treinamentos de funcionários e dirigentes, com cursos e seminários que cobrem o operacional e o estratégico, também são fundamentais. Nosso papel é defender o fomento mercantil de forma coesa. Fortalecer a atuação da ANFAC em nossa região é mais produtivo do que tentar desenvolver tudo por conta própria”, avalia o empresário.

Aos 28 anos, Loyo fundou, com cinco sócios, a Milênio Factoring, que hoje tem unidades em Recife, Feira de Santana (BA), e Toritama (PE). Naquele momento, apesar da idade, Loyo já acumulava uma experiência profissional bem diversificada – trabalhou nos hotéis da família; ficou cinco anos no Unibanco, onde foi o mais jovem gerente-geral para Pessoas Jurídicas; e depois foi executivo de uma indústria de instrumentação médica. “Eu tinha a visão do bancário e passei a conhecer a perspectiva do tomador de recurso. Essa experiência ajudou a compreender o papel do factoring no desenvolvimento industrial”, constata.

Atualmente, os próprios sócios da Milênio dedicam boa parte de sua agenda a visitas pessoais aos cerca de 150 clientes ativos. “O fomento mercantil é extremamente importante para as empresas por sua agilidade. A estrutura do relacionamento também é fundamental. O que nos diferencia é o entendimento do negócio do cliente. Somos capazes de avaliar capacidade produtiva, potencial de vendas, eficiência e até o próprio caráter dos administradores, com uma visão bem mais abrangente do que outros agentes do mercado”, compara.

No caso da empresa de Loyo, a presença em Toritama tem um importante papel no fomento às pequenas e médias indústrias do polo de confecções da região. O presidente do SINFAC-PE enfatiza que grande parte dos associados tem cumprido a função de levar recursos e serviços de fomento a regiões que, apesar do grande potencial produtivo, são pouco atendidas, inclusive pelo próprio sistema financeiro. Junto a essa missão de desenvolvimento regional, o SINFAC-PE prioriza uma forte participação na ANFAC. “Nosso objetivo é ser um sindicato que atue junto à ANFAC na defesa dos interesses nacionais do setor. Entre os cinco diretores do SINFAC-PE, três também atuam na diretoria da ANFAC”, menciona.