Comércio sinaliza retomada

Uma recuperação gradual na atividade do comércio. É o que sinaliza a queda mais fraca no Índice de Confiança do Comércio (Icom), que passou de -6,8% para -5,8% do trimestre encerrado em dezembro para o trimestre até janeiro. Para a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que elabora o índice em parceria com o Banco Central (BC), esta retomada é influenciada por melhora em indicadores de varejo.

No período, houve recuos menos intensos tanto no Índice de Situação Atual (Isa-Icom) como no Índice de Expectativas (Ie-Com). Nas respostas relacionadas ao presente, no entanto, o quadro negativo ainda é puxado por piora na avaliação de demanda. Do total de 1.276 empresas pesquisadas, a parcela que avalia a demanda atual como forte caiu de 29,5% para 27,1% de janeiro de 2011 para janeiro de 2012. Em igual período, subiu de 13% para 19,9% o percentual de empresas que a classificam como fraca.

As expectativas também continuam menos favoráveis. Das empresas consultadas, caiu de 55,7% para 53% o percentual de companhias que esperam melhora nas vendas nos próximos três meses, e subiu de 7,6% para 11,6% a fatia das que projetam piora.

O Icom é calculado a partir de tópicos da Sondagem do Comércio, e representa desempenho consolidado de cinco segmentos. Todos apresentaram queda de confiança em janeiro deste ano ante igual mês no ano passado; e também no trimestre até janeiro, ante igual período no ano anterior. Na evolução mensal, houve recuos em varejo restrito (1,7%); veículos (6,9%); material para construção (6,2%); varejo ampliado (3,1%) e atacado (9,4%). No desempenho trimestral, houve quedas respectivas de 3,4%; de 11,3%; de 2,5%; de 4,5% e de 8,6% em cada um dos segmentos.