Confira os dados e indicadores econômicos de cada região do País, no relatório do BC

Na última terça-feira (22/11), o BC divulgou o Boletim Regional, com dados e indicadores econômicos de cada região do país.

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Piora nas condições de crédito

De acordo com matéria publicada no Valor Econômico, as condições de crédito no quarto trimestre estão piores para quase todos os segmentos, segundo a pesquisa divulgada pelo Banco Central.

Segundo o levantamento, o indicador sobre perspectivas de condições de empréstimo para grandes empresas recuou a menos 0,77, em uma escala que vai de mais 2 (melhora considerável) a menos 2 (piora considerável).

Para as micro, pequenas e médias empresas, o índice caiu a menos 0,70 e para pessoas físicas, a menos 0,35. O único segmento para os quais as condições melhoram neste quarto trimestre é o habitacional, com um dado positivo de 0,13.

O indicador sobre o terceiro trimestre já indicava recuo nas condições nos três primeiros segmentos. No caso da construção de casas, as condições ficaram inalteradas.

A previsão do BC é que o crédito fechará o ano com um avanço de 17% no Brasil.

Segundo o diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, que apresentou os resultados da pesquisa ontem (22/11), em Belo Horizonte, a concorrência com outros bancos foi um dos fatores principais alegados pelas instituições para explicar a melhora nas condições de crédito ao segmento habitacional.

O indicador sobre a demanda por crédito no segmento habitacional também sobe no quarto trimestre, indo a 0,50 ante 0,38 no trimestre anterior. Segundo Araújo, isso reflete a evolução do preço dos imóveis e a confiança do consumidor.

Os bancos preveem que as condições para aprovação de crédito também melhorem para o segmento. O indicador sobre aprovação no fim do ano é de 0,50 – o mais alto entre os segmentos pesquisados.

De acordo com a pesquisa, que consultou responsáveis pelas carteiras de crédito de 46 instituições financeiras, haverá um recuo na demanda de crédito por parte das grandes empresas neste fim de ano. O indicador sobre as condições da demanda é de menos 0,14. Isso, segundo os bancos, porque as empresas necessitam de menos capital de giro neste momento.

A previsão de demanda de crédito por famílias é o que deu o maior salto em relação às perspectivas do terceiro trimestre. O indicador sobre as condições de demanda saiu de menos 0,29 e foi para mais 0,35. Segundo Araújo, o resultado guarda relação com o aquecimento sazonal de consumo nos fins de ano.

A pesquisa foi feita entre os dias 19 e 30 de setembro.

(com informações do Valor Econômico)