Conselho de Ética da ANFAC reforça o profissionalismo e credibilidade ao setor

Empresários e clientes de factoring operam com mais transparência e tranquilidade, pela seriedade e comprometimento das associadas da ANFAC

Dentre as várias contribuições da ANFAC em seus 30 anos de atuação, não apenas aos associados, mas também à estabilidade econômica e ao ambiente institucional, o trabalho dos profissionais que compuseram o Conselho de Ética durante todos esses anos tem sido notadamente relevante para reguladores, membros do judiciário e a todos que buscam ou precisam compreender o exercício legítimo da atividade de fomento mercantil. “Em nosso setor, se alguém atua fora dos critérios de ética e seriedade, cria problemas para si mesmo e para todas as outras empresas de fomento mercantil. Por meio da ANFAC, temos uma referência comum de procedimentos, que ajuda na definição das diretrizes internas de cada empresa e, quando necessário, unifica os argumentos ao judiciário”, observa Dra. Ana Paula Lodeiro Demílio, advogada e membro do Conselho de Ética eleito em 2011. “Em várias outras atividades, como publicidade e os próprios bancos, a autorregulação tem um papel fundamental, mesmo que haja um órgão regulador externo. No caso do factoring, que ainda não tem uma legislação específica, a atuação da ANFAC é ainda mais importante”, afirma Dr. Alcedo Ferreira Mendes, também advogado e ex-presidente do Conselho de Ética (período 1997 a 2007).

A conselheira destaca que o Conselho de Ética agrega uma imagem institucional aos associados ANFAC, que minimiza muitos dos problemas decorrentes de uma visão distorcida do factoring. Contudo, ela constata que as diretrizes éticas da ANFAC também trazem critérios mais justos e razoáveis para a competição entre as empresas de factoring, com benefícios tanto para os associados quanto para os bons clientes. “Se verifico que um CNPJ pode estar associado à lavagem de dinheiro ou outros riscos, compartilho essa informação e tenho reciprocidade, todo o mercado se torna mais sustentável”, exemplifica.

“Fomento mercantil não é uma atividade aventureira. Por isso, a ANFAC investe tanto em cursos de qualificação para os atuais e futuros empresários de factoring”, diz Alcedo Mendes. Em relação ao Conselho de Ética, o jurista avalia que essa iniciativa preenche as atuais lacunas (pois a falta de legislação traz também possibilidades desregradas de interpretação), assim como antecipa a organização das empresas para um ambiente regulamentado. “Quando vigorar a Lei, aqueles que têm implementado as recomendações da ANFAC estarão mais preparados e terão menos risco de problemas”, avalia.