Dilma vê crise mais complexa mas diz que País esta preparado

Enquanto a presidente Dilma Rousseff aproveitava o desfile militar em comemoração ao Dia da Independência, em Brasília, ao lado de sua filha, Paula, e do seu neto, Gabriel, foi realizada uma das maiores manifestações contra a corrupção da história da capital. Segundo a polícia militar, entre 25 a 30 mil pessoas participaram da que foi chamada Marcha Contra a Corrupção.

Cartazes defendiam o fim do voto secreto para a cassação de parlamentares, o que teria favorecido a absolvição da deputada Jacqueline Roriz (PMN-DF). Ao mesmo tempo, houve o 17º “O Grito dos Excluídos”, organizado por entidades combativas como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Pronunciamento

Já em pronunciamento em cadeia de rádio e televisão em comemoração ao dia da Independência, na última terça-feira, a presidente dedicou a maior parte de seu discurso para falar dos perigos da crise econômica internacional, mas avisou que a “principal arma” do País “é ampliar e defender mercado interno” e que o seu governo “não irá permitir ataques às nossas indústrias e aos nossos empregos e não vai permitir que artigos estrangeiros venham concorrer, de forma desleal, com nossos produtos”. Ela ressaltou que, embora os países mais desenvolvidos do mundo estejam lidando com graves problemas, o Brasil “está plenamente preparado”.

A presidente avisou, ainda, que “estaremos bem atentos para evitar qualquer efeito mais grave da crise internacional”, ressaltando que “estar atento não significa ficar com medo ou ficar paralisado, ao contrário”, mas que “vamos continuar trabalhando, consumindo, abrindo e ampliando empresas, plantando e colhendo fruto da nossa agricultura, prosseguindo os investimentos em infraestrutura a todo vapor”.

Dilma Rousseff salientou também que “nossa situação é de fato privilegiada em relação a muitos países do mundo, mas estamos aquém do podemos e do que necessitamos, e temos muito espaço para crescer”.

Ao citar uma expressão muito usada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a presidente Dilma disse que “este é País que tem rumo” e passou a falar sobre o combate à corrupção. “Este é um país que com malfeito não se acumplicia jamais e que tem na defesa da moralidade e no combate à corrupção uma ação permanente e inquebrantável”, disse a presidente.

Dilma afirmou que o Brasil “vem surpreendendo o mundo com seu progresso”, mas reconheceu que “ainda precisa avançar ainda mais, que tem de melhorar mais”. Ela insistiu que “o mundo enfrenta os desafios de uma grave crise econômica e cobra respostas novas para seus problemas”. Para ele, a crise “tem a mesma raiz”, mas é “mais complexa do que aquela de 2008, quando nos saímos muito bem”.