Factoring internacional amplia crédito às exportações

Taiwan e China são os principais utilizadores do factoring de exportação, representado juntos 29% do volume mundial. Em 2010, o factoring movimentou ? 1,7 trilhão no mundo, com um crescimento médio de 11% nos últimos 12 anos. O factoring internacional é o segmento que mais ampliou suas atividades e já representa 15% do volume global.

Na Europa, de acordo com a Anfac, o factoring de exportação chega a 63% e teve crescimento médio de 11% entre 1998 e 2010. Na Ásia, Austrália e Nova Zelândia esse percentual é de 24%, com aumento médio de 16% no mesmo período. Nas Américas, a participação é de 11%, com ampliação de 6% entre 1998 e 2010. Na África, o factoring de exportação tem participação de apenas 1%, com aumento de 12% no mesmo período.

No Brasil, o quadro ainda é muito restrito. A participação do País no total global do factoring de exportação é de apenas 3%. Isso porque para ser operacionalizado no Brasil, o factoring de exportação necessita da sanção da lei do fomento mercantil (PL nº 3615/2000). Na movimentação interna do setor, o factoring internacional se limita a 0,1% do total movimentado.

O Factoring , ou Fomento Mercantil, é uma atividade que consiste na prestação de serviços, os mais variados e abrangentes, de apoio às pequenas e médias empresas, conjugada com a compra de direitos creditórios originados de vendas mercantis realizadas por sua clientela.

Para a Associação Nacional de Sociedades de Fomento Mercantil – Factoring (Anfac), o mercado brasileiro está carente de mecanismos que ampliem a competitividade dos produtos exportáveis brasileiros, dadas as medidas cambiais e leilões de dólares promovidos pelo governo na última semana.

Nesse sentido, o factoring de exportação representa uma alternativa que, sem necessidade de intervenção governamental ou subsídios, amplia e agiliza a oferta de crédito, especialmente para os pequenos e médios empresários, destaca a Anfac.

Para o presidente da Associação Nacional de Sociedades de Fomento Mercantil – Factoring (Anfac), Luiz Lemos Leite, além de receber praticamente à vista o valor de seus créditos, o exportador conta com uma cadeia de serviços que envolve a análise de risco do importador, negociação no mercado de câmbio brasileiro das condições de fechamento da operação, assim como assessoria em trâmites como despacho aduaneiro, obtenção de guia de exportação, contratação do embarque e fechamento de câmbio.

“O factoring internacional oferece, sobretudo ao pequeno e médio empresário, uma opção concreta de atender às suas necessidades e aspirações de expandir seus negócios internacionalmente”, avalia. “Com a globalização e a simplificação dos processos, vem ganhando espaço crescente nas transações internacionais. Nesse momento em que os bancos estão afetados pela crise, tem sido fundamental para manter o mercado alimentado, principalmente na Europa”, aponta.

Para utilizar o factoring internacional, o exportador contrata a factoring e solicita um limite de crédito para sua companhia em função de seu importador. O factoring exportação (no mercado de origem) contrata uma congênere no país importador, que realiza uma análise de crédito do cliente no exterior. Caso o crédito seja aprovado, o factoring importador (no mercado de destino) assume o risco até o limite fixado. A partir daí, transcorre-se os trâmites legais e a factoring importação remete para a factoring exportação o valor da transação, descontados as comissões acertadas.

Dentre suas características essenciais do factoring, contempladas pelo projeto de lei, estão a prestação de serviços a pessoas jurídicas bem como a compra de direitos creditórios resultantes das vendas mercantis realizadas por suas empresas clientes. Peculiaridade dessa atividade é a prestação de serviços de orientação aos negócios dos clientes, desde a contribuição à organização ao seu fluxo de caixa e pagamentos, até a melhor gestão.