Factoring reduz fator de compra em fevereiro

O índice referencial para precificar a compra de direitos creditórios, originados de vendas mercantis (factoring) fechou fevereiro em 3,77%. O resultado representa queda em relação ao apurado em janeiro, que foi de 3,86%, e na comparação com fevereiro de 2011, quando estava em 3,89%.

A notícia, divulgada ontem pela Anfac, já foi publicada por importantes veículos, como DCI, Canal Executivo, Investimentos e Notícias, Diário MS, Refrescante e Jornal Dia Dia.

O presidente da entidade, Luiz Lemos Leite, afirma que, diante do comportamento dos indicadores econômico-financeiros, dos fatores de risco e da elevada carga tributária, o fator Anfac vem acompanhando a trajetória de queda das taxas Selic e dos juros futuros BMF.

Análise

Análise elaborada pela Anfac aponta que o IBC – BR, índice de atividade divulgado pelo Banco Central bastante semelhante ao PIB – fechou 2011 com alta de 2,7% em relação a 2010. Na comparação interanual, o indicador apresentou forte desaceleração. No entanto, reverteu essa tendência e apresentou ligeiro crescimento entre o 3o. e o 4o. trimestre de 2011.

Por outro lado, as recentes quedas observadas na Selic devem contribuir para sustentar o crescimento do PIB ao longo do 1o. semestre de 2012, apesar de o cenário externo ainda apresentar-se adverso.

A expectativa do mercado para o PIB de 2012 subiu levemente, de 3,24% (há quatro semanas) para 3,30% (na sexta, dia 24 de fevereiro) e a taxa de desemprego, que atingiu 5,5% em janeiro, é a menor para este mês nos últimos dez anos. Já a expectativa para o IPCA (da ordem de 5,28%) é de queda, segundo projeção do próprio Banco Central.

Cenário

Em 2011, o setor de factoring totalizou um volume de negócios de R$ 85 bilhões. Os setores que mais contribuíram para esse aumento foram automotivo, agropecuário, sucroalcooleiro, TI, logística, oil & gas (especialmente na Baixada Santista e Macaé-RJ) e indústria de materiais de construção.

“Se as análises a respeito do crescimento do PIB se confirmarem, assim como as tendências demonstradas na análise feita pela entidade, o cenário será favorável ao desenvolvimento da atividade de factoring no Brasil, que deve ultrapassar a casa dos R$ 90 bilhões em negócios este ano”, avalia Leite.