Falências fecham primeiro semestre em queda

Tanto os pedidos quanto os decretos de falências apresentaram recuo no primeiro semestre do ano. De janeiro a junho, houve 877 requerimentos de falência, ao passo que em igual período de 2010 foram 939 pedidos, conforme revela o Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações.

Dos 877 requerimentos verificados nos seis primeiros meses de 2011, 578 foram feitos por micro e pequenas empresas, 195 por médias, e 104 por grandes empresas.

Quanto às falências decretadas, houve 314 decretos de janeiro a junho de 2011, contra 397 no mesmo acumulado de 2010. Dentre os 314 decretos, 282 foram de micro e pequenas empresas, 20 de médias e 12 de grandes.

Para os economistas da Serasa Experian, mesmo com o aperto monetário para controle da inflação, via elevação dos juros e restrições ao crédito, os indicadores de insolvência das empresas ficaram, neste primeiro semestre de 2011, abaixo dos verificados em igual período do ano passado.

Cabe lembrar que nos primeiros seis meses de 2010, as empresas ainda sofriam com os impactos da crise global, sobretudo no acesso ao crédito. O forte crescimento econômico de 2010 adentrou 2011, com mais crédito e demanda crescente de consumo no mercado interno, promovendo um bom primeiro semestre para as empresas. Assim, a comparação entre os primeiros semestres 2011/2010 envolve ambientes econômicos distintos para os negócios.

Na análise mensal, após o forte crescimento desses indicadores em maio, o mês de junho registrou recuo nas falências requeridas e nas recuperações judiciais requeridas. Já as falências decretadas ficaram estáveis. O fator calendário também deve ser considerado, uma vez que junho foi um mês mais curto que maio, favorecendo o menor registro de insolvência em todas as modalidades.

Na perspectiva, deve-se esperar a elevação dos indicadores acima. O fato dos pedidos de recuperação judicial terem crescido 14,9% no primeiro semestre deste ano contra o mesmo período do ano passado (239 pedidos contra 208) é um sinal desta tendência. Afinal, já se notam desaquecimentos setoriais em decorrência da política monetária restritiva e a alta da inadimplência do consumidor tende a pressionar a rentabilidade empresarial.

*Veja abaixo as tabelas com os números completos de falências e recuperações.