Fomento mercantil contribui em toda cadeia produtiva da construção civil

Setores com relacionamentos mais diversificados e dinâmicos encontram apoio das empresas de factoring em todo o ciclo de negócios

Além dos 2,5 milhões de empregos diretos gerados pelos 150 mil clientes das empresas de fomento mercantil, a maior parte dos beneficiados pelo factoring são indústrias ou prestadores de serviços envolvidos em cadeias de valor mais extensas, e, portanto, com mais relevância econômica e social. A área de construção civil e habitação apresenta esse mérito econômico e ainda é particularmente fundamental para o desenvolvimento humano do país. “O setor imobiliário tem um efeito multiplicador fantástico. Envolve metalurgia, siderurgia, cerâmica, elétricos, além de serviços de arquitetos, engenheiros, corretores..O fomento mercantil tem permitido que muitas pequenas e médias empresas participem dessa cadeia produtiva”, explicou Luiz Lemos Leite, presidente da ANFAC, na edição de 1º de agosto do Ciclo Permanente de Palestras, promovido pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo – CRECI-SP.

O convite à ANFAC partiu de José Augusto Viana Neto, presidente do CRECI-SP. As entidades têm uma atuação fundamental no COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). No evento para os corretores, Viana destacou o relevante trabalho do fomento mercantil em prol das pequenas e médias empresas que compõem a cadeia da indústria da construção civil, e também o da ANFAC como entidade representativa do segmento, em nível nacional.

Para dimensionar o peso do factoring na produção e nas relações econômicas no mundo, Lemos Leite mencionou que o setor movimentou em 2011, 2 trilhões no mundo e R$ 85 bilhões no Brasil. Ele explicou as modalidades operacionais e lembrou que várias indústrias que participam dos empreendimentos imobiliários já são clientes das empresas de factoring. Mais do que viabilizar a compra de matérias-primas ou ajuste de fluxo de caixa, a prestação de serviços tem sido fundamental para os pequenos empresários entrarem nos negócios. “As corporações podem contratar consultores ou implantar grande sistemas de governança, mas para a pequena empresa, a orientação e a abertura de oportunidades é muito importante”, esclareceu.

Respondendo a perguntas do público, praticamente todos corretores, Lemos Leite explicou que o factoring se aplica a qualquer título de crédito vinculado a uma operação mercantil. “A intermediação feita por corretores credenciados pelo CRECI, quando o pagamento pelo serviço for recebido a prazo, poderá ser objeto de operação de fomento mercantil”, descreveu.

Devido às práticas e à cultura nesse ramo de negócios, muitas das questões se referiam ao uso de cheque quando usado como instrumento de obrigação creditícia. “Só operamos com os cheques referentes a uma operação mercantil. Se essa transação estiver devidamente documentada, o cheque funciona como um título de crédito”, respondeu.

A palestra foi transmitida pela TV CRECISP.