Inadimplência das empresas tem menor elevação em quatro anos

A inadimplência das pessoas jurídicas cresceu 4,5% em julho, na comparação com junho último, conforme revela o Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas. Foi a menor evolução mensal verificada pera um mês de julho desde 2007. Já nas variações anual e acumulada, a inadimplência dos negócios apresentou elevação. Na relação de julho de 2011 sobre julho de 2010, a alta foi de 16,1%. Na comparação entre os acumulados de janeiro a julho de 2011 e 2010, por sua vez, o crescimento foi de 13,6%.

Para os economistas da Serasa Experian, a inadimplência das empresas vem sendo determinada pela política monetária restritiva, baseada na elevação dos juros para controle da inflação. No caso das empresas, os aspectos mais danosos são o encarecimento do capital de giro e a desaceleração gradual da atividade econômica.

Além disso, o crescimento de 4,5% na inadimplência das empresas em julho, na comparação com junho, também é justificado pela menor base de comparação, pois no sexto mês o indicador registrou uma queda de 4,2%, na base mensal.

O fato de que todos os componentes do indicador tenham apresentado crescimento, com exceção das dívidas bancárias, reafirma que as empresas possuem dificuldades pontuais, sobretudo com o custo financeiro. De qualquer forma, a evolução da inadimplência dos negócios em julho é a menor em quatro anos, o que mostra que está sob controle.

Decomposição de Inadimplência das Empresas

Valor médio das dívidas

De janeiro a julho, o valor médio das dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água), foi de R$ 736,26, o que representou uma elevação de 0,3%, na comparação com igual período do ano anterior.

Quanto às dívidas com bancos, o valor médio verificado de janeiro a julho foi de R$ 5.059,40, com alta de 6,9% ante o mesmo acumulado de 2010.

Os títulos protestados, por sua vez, registraram nos sete primeiros meses de 2011 um valor médio de R$ 1.752,53, ocasionando um crescimento de 7,7%, quando comparado com o período de janeiro a julho do ano anterior.

Por fim, os cheques sem fundos tiveram, de janeiro a julho, um valor médio de R$ 2.069,58, representando um aumento de 2,2% sobre igual acumulado de 2010.

Metodologia

O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas, por analisar eventos ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito nacional. O indicador considera as variações registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados e dívidas vencidas com instituições financeiras.