Inadimplência deve ter queda nos próximos meses, diz Tombini

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou que o menor índice de atrasos de 15 a 90 dias no pagamento de crédito deve levar à redução da inadimplência. “Mais à frente, a inadimplência deve se estabilizar e cair”, disse Tombini, que participou de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Tombini destacou que o comportamento do mercado de crédito nos últimos anos tem sido importante para o desenvolvimento da economia brasileira. Ele salientou que tem havido aumento da base, não simplesmente um crescimento do endividamento das famílias, como ocorreu em outras economias. De acordo com ele, o aumento da base de clientes bancários abre espaço para maior crescimento do crédito.

O presidente do BC explicou que o sistema financeiro brasileiro está bem capitalizado, com índice médio de capitalização significativamente acima dos 11% mínimos determinados pelo BC. O presidente do BC também chamou atenção para a queda do risco soberano brasileiro, que reflete os fundamentos da economia nacional.

Ele mencionou, ainda, indicadores que mostram outras melhoras no quadro da economia brasileira, como a redução da pobreza e da desigualdade, que ajudam a sustentar o crescimento econômico; o fortalecimento da classe média, que deve continuar nos próximos anos; e a geração de empregos. O presidente do BC disse que a expansão do crédito imobiliário no Brasil ocorre em bases sólidas. Ele destacou a tendência de crescimento, que ainda tem baixo nível de alavancagem em comparação com o resto do mundo. Tombini destacou ainda que o crédito imobiliário no Brasil é submetido a regras rigorosas, que garantem uma tendência de crescimento com menor risco de problemas.

Tombini afirmou, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), que é possível ver moderação do crédito ao consumo, como reflexo das medidas adotadas pelo governo. Ele pontuou que as medidas como a que estimula maior limitação de prazos nos financiamentos de consumo ajudam a dar maior estabilidade para o sistema financeiro. Segundo Tombini, o menor ímpeto no crédito ao consumo ajuda a moderar o crescimento do mercado interno em relação ao início do ano, embora a expansão ainda se dê com robustez.