Inadimplência do consumidor cresce em abril

O Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor apontou crescimento de 1,8% em abril de 2015, na comparação com o mês anterior. Isto significa que o índice voltou a subir de forma mais acelerada depois de ter registrado queda em fevereiro (-0,9%) e uma leve alta em março deste ano (0,2%). No primeiro quadrimestre do ano, o indicador também subiu 14,9%, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Na relação interanual – abril de 2015 x abril de 2014 – o indicador cresceu 12,2%.

Segundo os economistas da Serasa Experian, a elevação das taxas de desemprego, o peso da inflação mais alta no bolso do consumidor e os juros cada vez maiores incidentes sobre as dívidas estão dificultando a situação financeira do consumidor, impulsionando para cima os níveis de inadimplência.

Na decomposição do indicador, as dívidas com os bancos foram as responsáveis pela alta do indicador em abril, com aumento de 8,2% e contribuição de 3,8 p.p. Já a inadimplência não bancária, (junto aos cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água etc.), os títulos protestados e os cheques sem fundos, apresentaram queda de 2,6%, 14,8%, 10,7%, respectivamente, contribuindo para que o índice do mês não subisse ainda mais. Veja os dados completos na tabela abaixo:

Cresce o valor médio das dívidas não bancárias

O valor médio das dívidas não bancárias apresentou alta de 29,7% no primeiro quadrimestre do ano, na comparação com o mesmo período de 2014. O valor médio dos cheques sem fundos e da inadimplência com os bancos também cresceu 10,0% e 0,1%, respectivamente, Já o valor médio dos títulos protestados registrou queda de 3,4%. Confira todas as informações na tabela abaixo:

A série histórica deste indicador está disponível em: www.serasaexperian.com.br/release/indicadores/inadimplencia_consumidor.htm.

Metodologia do Indicador

O Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor reflete o comportamento da inadimplência em âmbito nacional. Considera as variações registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados, dívidas vencidas com bancos e dívidas não bancárias (lojas em geral, cartões de crédito, financeiras, prestadoras de serviços como fornecimento de energia elétrica, água, telefonia etc.) em todo o país. Por levar em conta o inadimplemento das pessoas físicas nas mais diversas modalidades – e não apenas dentro do sistema financeiro -, o índice da Serasa Experian consegue capturar movimentos cíclicos de inadimplência, que, muitas vezes, revelam ocorrências que vão se manifestar no sistema bancário dentro de 6 a 12 meses.

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