Inadimplência do consumidor tem a terceira queda mensal consecutiva

Inadimplência com os bancos e com cheques sem fundos puxaram o recuo do índice

São Paulo – O consumidor resolveu priorizar o pagamento das dívidas assumidas e evitar entrar em novos compromissos. De acordo com o Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor, em fevereiro deste ano, na comparação com janeiro de 2012, a inadimplência dos consumidores brasileiros registrou queda de 0,9%, representando o terceiro recuo mensal consecutivo.

Na relação anual (fevereiro de 2012 sobre fevereiro de 2011), o índice subiu 18,3%. Já no primeiro bimestre do ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, a inadimplência do consumidor apresentou crescimento de 17,4%. É importante ressaltar que este resultado representa uma desaceleração em relação ao que foi verificado durante o primeiro bimestre de 2011, cuja alta em relação ao mesmo período de 2010 havia sido de 25,4%.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, os juros altos, os gastos típicos de início de ano (IPVA, IPTU e despesas escolares) e as incertezas sobre a crise global fizeram com que o consumidor tivesse cautela e controlasse seus gastos. Vale lembrar que a menor quantidade de dias úteis em fevereiro também colaborou para a queda dos registros de dívidas não pagas no mês.

Na decomposição do indicador, a inadimplência com os bancos e com os cheques sem fundos puxaram a queda do indicador com variações negativas de 1,5% e de 4,7% (contribuições de -0,8% e de -0,5% no índice agregado, respectivamente). Por sua vez, os títulos protestados recuaram 18,0% no mês, gerando contribuição de -0,3% na inadimplência dos consumidores. Já as dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) contribuíram para que o índice não caísse ainda mais, com crescimento de 1,6% e contribuição positiva de 0,6%. Confira na tabela abaixo:

Decomposição do Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor

Valor médio das dívidas

Todas as modalidades da inadimplência apresentaram crescimento no valor médio das dívidas em fevereiro de 2012. A inadimplência não bancária teve alta de 44,2%, os cheques sem fundos apresentaram elevação de 11,9%, assim como os títulos protestados e as dívidas com os bancos, que aumentaram 6,8% e 0,4%, respectivamente. Veja a tabela abaixo:

Valor médio das dívidas