Liquidações aquecem o mercado no começo do ano

Janeiro é o mês mais aguardado pelos consumidores que querem comprar muito e gastar pouco. Para esse grupo, a boa notícia é que a temporada de liquidações foi iniciada no varejo. A queima de estoque atinge produtos de todos os segmentos, deixando a economia ativa desde o começo do ano.

Muitas pessoas esperam justamente essa época para gastarem um pouco mais, pois têm a certeza de que encontrarão produtos mais acessíveis ao bolso. A “palavrinha” mágica chama a atenção da clientela e faz a alegria dos lojistas que apostam na estratégia de venda. “Liquidações de início de ano é uma ótima oportunidade para que os empresários de diferentes segmentos possam ter bons resultados”, afirma Emerson Corrêa, gerente executivo da Associação Comercial Empresarial do Brasil (ACEB).

A redução de preços atinge todos os setores, contudo, os mercados de eletrônicos e vestuário saem na frente. “Eles esperam o ano todo para caprichar em seus preços, atraindo clientes e tornando grandes as suas chances de vendas”, lembra Emerson.

Cautela

Por conta de certa instabilidade econômica e mais cautela por parte do consumidor na hora da compra, as associações têm encontrado dificuldade em formar uma estimativa de vendas na temporada. Porém, isto não significa economia desaquecida. “A expectativa é favorável e os possíveis resultados também, mas só é possível saber com exatidão quando chegarmos ao fim do período.”

A expectativa para o empresário, porém, é positiva. Cerca de 60% da população inadimplente pretende usar o 13º salário para regularizar sua situação. “Isso eleva ainda mais a margem de consumo nesse período final de 2011 e início de 2012.” Os consumidores estão pensando e buscando alternativas para driblar essa alta do mercado, evitando ao máximo um recuo e em contrapartida o governo incentivando em outras estratégias a permanecer o giro de consumo.

Porém, de acordo com o gerente executivo, não podendo igualar a mesma época no ano anterior. “Estávamos no auge pós-crise, com incentivos fiscais do governo pelo qual conseguimos suportá-la de uma forma segura.”