Liquidações de início de ano não evitam recuo da atividade do comércio em janeiro

As tradicionais liquidações de janeiro aconteceram mas não foram suficientes para impedir uma retração da atividade varejista no primeiro mês de 2015. De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, o movimento dos consumidores nas lojas em janeiro 2015 caiu 1,3% em relação ao mês de dezembro/14, já efetuados os devidos ajustes sazonais. Já em comparação com o mesmo mês do ano passado, o recuo em janeiro de 2015 foi de 1,5%.

Segundo os economistas da Serasa Experian, o ano começou fraco para a atividade varejista. Taxas de juros que continuam em elevação, confiança dos consumidores ainda em declínio e as pressões sobre o orçamento doméstico ocasionadas por uma série de reajustes e aumentos que ocorreram neste início de ano, afugentaram os consumidores das lojas durante o mês passado.

Motivado pelas tradicionais liquidações de início de ano, o segmento de móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática foi o único que apresentou movimentação positiva em janeiro/15: alta de 4,4% frente a dezembro/14, ajustada sazonalmente.

Dos segmentos que experimentaram recuo em janeiro/15, veículos, motos e peças exibiu a maior retração: queda de 2,8% no primeiro mês do ano e de 10,5% contra janeiro do ano passado.

Também apresentaram variações negativas em janeiro/15 os demais segmentos varejistas: supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-2,8%); material de construção (-1,2%), tecidos, vestuário, calçados e acessórios (-0,6%) e combustíveis e lubrificantes (-0,6%).

Metodologia do Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio

O Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio é construído, exclusivamente, pelo volume de consultas mensais realizadas por estabelecimentos comerciais à base de dados da Serasa Experian. As consultas (nas formas de taxas de crescimentos) são tratadas estatisticamente pelo método das médias aparadas com corte de 20% nas extremidades superiores e inferiores. Com as taxas de crescimento tratadas e ponderadas pelo volume de consultas de cada empresa comercial é construída a série do indicador. A amostra é composta de cerca de 6.000 empresas comerciais e o indicador, com início em janeiro de 2000, é segmentado em seis ramos de atividade comercial.