Mercado se realinha, mas cautela persiste

Depois do pânico da segunda-feira, primeiro dia útil depois do rebaixamento da nota de crédito dos Estados Unidos pela agência Standard & Poors, ontem os investidores ajustaram suas posições e as bolsas de todo o mundo voltaram a subir. No entanto, sinais de cautela ainda estão presentes, como a valorização do dólar, e principalmente o patamar recorde do ouro, que está muito próximo ao da platina, algo impensável há alguns meses.

Os contratos futuros de ouro negociados na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) para dezembro subiram US$ 29,80 (1,74%), fechando a US$ 1.743,00 por onça-troy. Enquanto isso, o contrato para outubro da platina fechou a US$ 1.756,40 a onça-troy. A diferença de preço entre os dois ativos diminuiu 80% desde 2000.

Já o dólar terminou em alta de 1,12% ontem, cotado a R$ 1,628, segunda alta consecutiva. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, registrou avanço de 5,10%, para 51.150 pontos, na maior valorização diária desde 2009.

Os principais índices do mercado de ações dos Estados Unidos fecharam em forte alta, depois de uma sessão volátil, em que investidores digeriam comentários negativos dos membros do Federal Reserve sobre a economia e a promessa do banco central norte-americano de manter os juros perto de zero pelo menos até meados de 2013. Na França, o ministro do Orçamento, Valerie Precesse, disse que o país deve cumprir seus planos de melhora das finanças públicas se quiser assegurar o rating “AAA”.

Na Inglaterra, a convulsão econômica já tomou proporções sociais. A onda de violência causou sua primeira vítima nesta terça, quando um homem de 26 anos, baleado na noite de segunda-feira em Croydon, subúrbio do sul de Londres, morreu no hospital.