Mercado volta aos títulos de curto prazo

As empresas brasileiras acusam os efeitos da aversão a risco, causadas pela crise na Europa, e aumentam suas emissões de títulos de curto prazo. A captação via notas promissórias alcançou R$ 2,7 bilhões no mês de novembro e respondeu por 71,4% dos valores mobiliários emitidos no período, superando a captação dos demais instrumentos de captação no mercado de capitais.

Em novembro, apenas três emissões de debêntures foram realizadas, sendo uma do Hospital e Maternidade São Luiz com R$ 100 milhões; uma da Delga Indústria e Comércio com R$ 90 milhões e outra da Tecnologia Conhecimento e Informação (TCI) no valor de R$ 66 milhões. O total, portanto, ficou pouco acima de R$ 250 milhões. Outra forma de captar recursos no mercado, este mais voltado para pequenas e médias empresas, é o setor de private equity. No primeiro semestre de 2011, US$ 3 bilhões entraram no mercado brasileiro por meio de investidores estrangeiros, enquanto em 2010 o volume foi de US$ 1,078 bilhões. E a expectativa é de continuidade no crescimento para o próximo ano.

O presidente da Associação brasileira de private equity e venture capital (ABVCap), Sidney Chameh, explica que o mercado de investimento em companhias para alavancar seu desenvolvimento para futura rentabilidade passa por um momento de cautela, mas positivo no geral. “Está consistente. Não está aquecido, nem esquecido, porque nós temos várias oportunidades de investimento, o que chama o mercado internacional”.

Outra gestora que apostará em fundos de private equity em 2012 é a Rio Bravo Investimentos, que mantém o foco no setor de energia renovável e a gestão de fundos imobiliários. “No segmento de escritórios de alta qualidade, a vacância é zero. Não tem bolha imobiliária porque não há alavancagem no Brasil”, afirmou ao DCI, o ex-presidente do Banco Central e sócio-fundador da Rio Bravo Investimentos, Gustavo Franco.

Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima), captação líquida dos fundos de participação, até novembro, atingiu R$ 14,256 bi.