Ministro da Fazenda afirma que a preocupação é manter em alta as taxas de investimento

O Ministro da Fazenda, Guido Mantega disse ontem (23/11) na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, que mesmo com a desaceleração da economia mundial, o Brasil continua gerando emprego, com a criação de 1,9 milhão de novas vagas em 2011.

“Em termos relativos, somos um dos países que mais gera emprego no mundo, o que é fundamental para aumentar a massa salarial e o consumo”. Ele citou que a taxa de desemprego no Brasil é baixa, de 6,2%.

Mantega lembrou que desde o início do ano a equipe econômica alertou para o agravamento da crise e o Brasil se antecipou buscando a consolidação da sua política fiscal.

“Começamos com o corte de R$ 50 bilhões no orçamento de 2011 para obtermos resultado primário melhor. “Países com déficit fiscal é que estão em dificuldades. Vamos continuar a consolidação e a solidez fiscal em 2012 também”, informou aos deputados, lembrando que desde 1999 o Brasil registra superávits primários.

“O Brasil é um país sério que cuida das finanças. Temos que evitar aumento de gastos do governo”, acrescentou o ministro. Ele afirmou que isso não significa inviabilizar projetos sociais, como Bolsa Família, mas impedir elevação de gastos em patamares que possam ameaçar um dos pilares da condição fiscal do País (superávit primário).

Mantega comemorou o fato de o Governo Central já ter atingindo, até outubro, 94% da meta cheia do superávit fiscal de todo o ano de 2011. A meta é de R$ 91,8 bilhões e o primário já está superavitário em R$ 86,6 bilhões.

“Vamos cumprir o fiscal e isso vai continuar nos próximos anos”. O ministro também destacou a redução da dívida pública, que deve fechar 2011 em 37,2% do PIB, ante 40,2% em 2010 e 42,8% do PIB em 2009.

O ministro voltou a defender que a redução dos gastos de custeio é condição fundamental para abrir espaço para aumentar investimentos. Ele citou a recente revisão das taxas de investimento do IBGE para o ano de 2009, de 16,9% para 18,1% do PIB.

Com a revisão de 2009, Mantega estima que as taxas de investimento de 2010 e 2011 também serão puxadas para cima. “É um fator importante para manter uma taxa saudável de crescimento”.

PAC – O ministro reforçou que o governo continuará ampliando os investimentos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). “É um instrumento fundamental”, enfatizou, acrescentando que em 12 meses (novembro de 2010/novembro de 2011) houve crescimento da execução das obras do programa. “É obra feita, paga. Não é empenhada (onde há apenas a promessa de pagamento)”.

Conforme dados da apresentação “Estratégia para enfrentar o aprofundamento da crise mundial”, feita pelo ministro na Comissão da Câmara, entre novembro de 2010 e novembro de 2011 os valores pagos pela União para execução de obras do PAC passaram de R$ 17,7 bilhões para R$ 21,8 bilhões. ministério da fazenda