Estudo mapeia atividade de factoring no Brasil

Em 30 anos de atividades no Brasil, o setor de factoring ganhou dimensões nacionais. Segundo estudo apresentado nesta quinta-feira (09) durante o XI Congresso Nacional de Fomento Mercantil, que está sendo realizado pela Associação Nacional das Sociedades de Fomento – Factoring (Anfac) na cidade de Araxá (MG), 58% dos sacados estão localizados na região Sudeste. Entretanto, há volumes consideráveis no Sul e Nordeste, com 16% e 14%, respectivamente. O Centro-Oeste aparece em quarto lugar com 8%, seguido pelo Norte, com 5%.

O levantamento foi realizado pelo Serasa Experian e apresentado pelo presidente da unidade de Negócios Credit Services, Laércio de Oliveira Pinto. Segundo o mapeamento, 81% dos sacados estão na categoria “small”, 11% “middle” e 8% “corporate”. Entre os segmentos, o comércio lidera com 67%, seguido da indústria, com 19%, e dos serviços, com 13%. A instituição também identificou onde se concentram os maiores riscos para as operações de factoring no País.
“Para o setor de fomento mercantil, o levantamento é fundamental para orientar sua clientela a dimensionar o risco de suas vendas e inibir a ocorrência de fraudes”, afirma o presidente da Anfac, Luiz Lemos Leite.

De acordo com os dados reunidos, o Norte e o Nordeste têm Prazo Médio de Atraso (PMA) de 6,8 e 6,7 dias, respectivamente. Em seguida estão Centro-Oeste e Sul, com 5,7 dias e, por fim, Sudeste, com 5,3 dias. Na região Norte, os níveis de riscos alto e altíssimo atingem 41%. No Nordeste esse percentual é de 31%, no Sudeste de 22% e no Sul, de 20%.

O valor médio dos títulos negociados chegam a R$ 20 mil no Centro-Oeste, seguido de R$ 13 mil no Sudeste, R$ 10 mil no Norte e no Sul, e R$ 5 mil no Nordeste.

O Serasa Experian também mediu o PMA em relação ao porte dos sacados. Entre as empresas “small” e “corporate” são 5,7 dias de atraso, em média. Para as “middle”, o índice é de 5,3. Na distribuição de risco, as “small” representam 29% de alto e altíssimo, as “middle” 11% e as “corporate”, 7%.
Em média, as “corporate” têm títulos de R$ 18 mil. Para as “middle”, esse volume fica entre R$ 10 e 12 mil. Já entre as “small”, o valor concentra-se entre R$ 8 e R$ 10 mil.