BrasilFactors não quer ser mais uma

A BRASILFACTORS inaugurou oficialmente suas atividades no Brasil com um coquetel de comemoração no The View Bar, na Alameda Santos, com a participação de ilustres empresários de vários setores da economia.

A ANFAC se congratula com o ingresso de uma empresa com a estatura financeira e técnica como a BRASILFACTORS, que conta com o apoio do BICBANCO, do FIMBANK e do IFC – International Finance Corporation (World Bank Group), instituições de elevada reputação no Brasil e no exterior.

A ANFAC se orgulha também de ter sido prestigiada por esse grupo durante o período de preparação e organização da BRASILFACTORS, hoje participante do quadro associativo da ANFAC.

A BRASILFACTORS prestará relevantes serviços na economia brasileira agregando o precioso “know how” de sua vasta experiência internacional.

A ANFAC formula seus augúrios de muito sucesso a esta nova associada – BRASILFACTORS.

A BrasilFactors, empresa de fomento mercantil criada em abril deste ano por BicBanco, FIMBank PLC e International Finance Corporation (IFC), acaba de receber aporte de capital inicial de US$ 10 milhões de seus sócios.

O valor foi rateado na proporção das respectivas participações de 40% do BicBanco, 40% do banco europeu FIMBank e 20% do IFC (braço do Banco Mundial para o setor privado) e, em um ano, o banco pode receber mais uma injeção de US$ 15 milhões, a depender da evolução dos negócios.

A expectativa de Margrith Lutschg Emmenegger, presidente executiva do FIMBank, é que a BrasilFactors alcance um volume de ativos de crédito da ordem de US$ 100 milhões no primeiro um ano meio de operação. “Estamos presentes na Índia há um ano e lá já temos 170 clientes e um portfólio de US$ 100 milhões”, compara Margrith.

A pecha de informalidade que ronda o setor de factoring no Brasil não desanima os sócios. A BrasilFactors quer passar ao largo da ideia de empresa de fomento mercantil como último recurso de empresários desesperados por crédito, avisa Margrith.

E para tentar se diferenciar das cerca de 800 factorings em atividade no país, a aposta da BrasilFactors recairá sobre um modelo de financiamento do fluxo de produção das empresas um pouco diferente daquele praticado hoje no mercado.

A empresa quer financiar apenas pequenos fornecedores de grandes empresas, de olho, justamente, na boa qualidade dos recebíveis envolvidos na operação. Afinal, são os recebíveis do grande cliente, emitidos em favor da pequena empresa, que serão adquiridos na operação de crédito. Assim, o risco de inadimplência é minimizado e o custo do financiamento pode ficar mais atrativo para o tomador.

Embora no meio das factorings esse modelo não seja usual, a BrasilFactors vai se deparar com a concorrência dos bancos, que já estão de olho há um bom tempo na cadeia produtiva de grandes grupos, buscando financiar seus pequenos fornecedores de olho no bom risco dos recebíveis detidos por eles. Como garantia extra, a BrasilFactors vai agregar às suas operações de financiamento, na ponta, contratos de seguros de crédito.

Para o BicBanco, a BrasilFactors representa a oportunidade de ampliação de seu escopo de atuação, hoje restrito a empresas médias com faturamento anual entre R$ 50 milhões e R$ 500 milhões. “A participação societária na factoring é maneira de preencher essa lacuna”, explica Milto Bardini, vice-presidente do BicBanco.

Caberá ao português João Costa Pereira, que desde 2008 tocava as operações de factoring do FIMBank em Malta, o comando das operações da BrasilFactors. O executivo conta que já está trabalhando na estruturação de um fundo de recebíveis, que deve ser lançado em seis meses. Em cinco ou seis anos, faz parte dos planos uma abertura de capital em bolsa.