O empreendedorismo da pequena e média empresa e o factoring

As micros, pequenas e médias empresas exercem uma função imprescindível no desenvolvimento econômico de qualquer país. O Brasil vem se destacando, no concerto mundial, como um país empreendedor com um crescente número de pequenos empresários que montam seu negócio enfrentando toda sorte de desafios.

O empreendedorismo brasileiro vem resgatando da economia subterrânea pequenas empresas responsáveis por 45,8% da massa salarial e pela significativa parcela de 25% do PIB. O termo empreendedor foi empregado, por volta de 1.800 pelo economista francês Jean Baptiste Say, como “entrepreneur” (empreendedor em português) para designar o indivíduo que administra o seu próprio negócio, em oposição ao investidor ou acionista que controla o capital.

No Brasil, 27 milhões de pessoas entre 18 e 64 anos estão ligados à criação ou administração de seu próprio negócio. Este dado é da Global Entrepreneurship Monitor (GEM), grupo internacional que há 12 anos acompanha a atividade de empreendedorismo em 54 países, sendo que o Brasil é o terceiro com a população mais empreendedora do mundo, atrás da China e dos Estados Unidos.

Jovens brasileiros, que querem ser donos do seu próprio nariz, buscam criar oportunidades em nichos nos quais vislumbram a possibilidade de alcançar a sua independência financeira. Empreender é uma opção para mais de 70% deles, porque concilia a realização profissional com a financeira.

A pequena empresa pode ser considerada como um pequeno negócio operado individualmente, como por exemplo, uma mercearia, uma sorveteria, uma oficina mecânica, uma lanchonete, uma fábrica de móveis, uma serralheria ou ainda uma software house.

Empresas deste porte se caracterizam pelo estilo do controle individual, que lhes imprime o seu proprietário, que nunca deixa de saber em primeira mão o que se passa em todos os níveis de seus negócios, ao contrário das empresas de grande porte que, além do capital, têm vários escalões administrativos entre a diretoria executiva e os outros setores.

Segundo dados do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), existem hoje no Brasil cerca de 4 milhões de empreendedores, que inegavelmente constituem aquele bloco vigoroso que sustenta quase metade (45,8%) dos empregos formais no País.

Historicamente as pequenas e médias empresas são o mercado-alvo do factoring que desempenha um papel importante na vida e na perenização das pequenas e médias empresas, sem dúvida a mola propulsora do progresso nacional.

O factoring coloca à disposição diversas modalidades de serviços para essa clientela, que tem carência de toda a sorte de recursos quer sejam de gestão quer sejam de otimização financeira, assim, por exemplo: orientar o seu processo de gestão quanto à negociação com fornecedores para aquisição de matérias-primas e insumos, o controle de estoques, seleção dos compradores de seus produtos e mercadorias, assim como o suprimento de recursos de que tanto necessita para o ciclo operacional dos seus negócios. A parceria é da essência da atividade do factoring.

Enquanto uma empresa de grande porte, que dispõe de uma forte governança corporativa, pode contratar consultores, gerentes e outros profissionais especializados para aumentar a sua capacidade produtiva, as pequenas e médias empresas não têm condições para fazer esse tipo de investimento. Podem, entretanto, valer-se do factoring para atender a demanda de recursos que as torne cada vez mais competitivas, substituindo parte dos seus custos administrativos e operacionais por outros custos, proporcionais ao giro dos seus negócios para que lhes seja uma fonte potencial de economia.

Vale considerar, a propósito, que a tendência das economias mais pujantes em prover a sustentabilidade aos projetos de desenvolvimento e estímulo a essas iniciativas, tem concorrido para o sucesso, cada vez maior, do empreendorismo em absorver mão de obra e agregar valores socioeconômicos.

Neste particular, é possível descortinar o cenário promissor para aquelas empresas de factoring que se vêm estruturando, internamente, qualificando seus colaboradores, seus processos e seus procedimentos com o objetivo de otimizar as variadas oportunidades que se oferecem no atual contexto econômico cada vez mais globalizado.