Prezado Leitor,

Há 16 meses, vivemos um cenário desafiador ao enfrentar uma terrível pandemia que abalou o equilíbrio geopolítico do Planeta Terra.

Os desafios e dificuldades causados aceleraram o uso das tecnologias, num esforço de obter uma segura retomada da normalidade da vida. Mas, a expectativa maior residiu na celeridade da adoção de medidas para imunização das populações, com seus rígidos protocolos sanitários, cuja eficiência só se tornaria sustentável com o vasto espectro de vacinas adrede fabricadas por várias indústrias farmacêuticas. Vacinar é a solução.

Ao redor do globo, para mitigar os efeitos dessa pandemia, os bancos centrais inundaram de liquidez os mercados, com estímulos monetários e fiscais que ultrapassaram U$ 70 bilhões. No Brasil, os vultosos recursos públicos disponibilizados contribuem para a sustentação da economia.

De outro lado, a ousadia empreendedora da iniciativa privada com o avanço da imunização tem incentivado o otimismo dos vários setores do empresariado nacional em tocar seus negócios e aumentar a produção e as vendas.

O contexto de tamanha demanda pode ser comprovado nas numerosas fusões e aquisições de empresas, já ocorridas, e também nas aberturas de capital (IPOs) na B3 trazendo mais liquidez para o mercado.

Construção civil, indústria alimentícia, farmacêutica, papel e celulose e novas tecnologias, dentre outros, são alguns setores que vêm apresentando um bom nível de faturamento.

A prova, de que estes setores estão liderando o processo de recuperação da economia, está nas rodovias cruzadas, em todos os sentidos do imenso território nacional, por intensa movimentação de milhares de caminhões transportando riquezas e agregando valor à economia.

Neste ponto, é bastante a divulgação do Índice Econômico do Banco Central, que acena para o avanço de um PIB de 4% em 2021. Este índice do Banco Central condensa os principais setores da economia – indústria, agronegócio e serviço.

De notar ainda que a tendência da economia mundial é de crescimento: EUA – 6%, China – 8,5% e União Europeia – 4,1%, entre outros.

O fomento comercial, com suas distintas estruturas empresarias, tem este imenso campo para colocar em prática a inerente capacidade do seu DNA de capilarizar a valiosa e oportuna assistência ao enorme mercado de recebíveis, gerados pelas transações de compra e venda mercantis realizadas pelas micro, pequenas e medias empresas.

É fato que a alta procura, que vem ocorrendo, denota a busca desesperada de capital de giro para que este segmento, o maior empregador do País, possa honrar todos os seus compromissos.

Não podemos deixar de enaltecer e ressaltar a invejável atuação do fomento comercial, que, apesar de todas as dificuldades do momento, nestes 16 meses, operou com um nível razoável de liquidez de sua carteira atendendo às mais variadas cadeias produtivas para solucionar o estresse do fluxo de caixa desses setores e para ajudar a superar a dificuldade do acesso ao crédito.

Como largamente divulgado, os investimentos de infraestrutura destinados aos projetos de saneamento básico (água e esgoto) e do gás, têm a oportunidade histórica de se constituírem em poderosa alavanca com recursos estimados em mais de R$1 bilhão em condições de ampliar o espaço de competitividade das empresas privadas, com o objetivo de gerar milhares de empregos e de solucionar as graves questões sociais, escancaradas pelo COVID-19, que tanto têm afligido as periferias dos grandes centros urbanos.

Na nossa visão, 2021 vai depender da harmonia e entendimento dos Poderes da República, da sua capacidade de realizar as inadiáveis reformas estruturais (administrativa e tributária), que já podem contar com o impulso sustentável de uma economia imunizada para alavancar a aceleração da retomada da normalidade da vida cotidiana.

Luiz Lemos Leite
Presidente