Presença feminina é destaque nos cursos da ANFAC

Mulheres estão cada vez mais atuantes no setor de factoring

Em 2012, a ANFAC – Associação Nacional das Sociedades de Fomento Mercantil – Factoring – atingiu a marca de 152 cursos de agente de fomento mercantil (operador de factoring) realizados em diversos Estados, ao longo destes 30 anos. Para o presidente da ANFAC, Luiz Lemos Leite, um dos pontos altos dos cursos foi o aumento da participação feminina, reflexo do maior número de mulheres no mercado de factoring.

“Nos últimos dez anos observei uma participação feminina maior em nossos cursos. Foi ainda mais visível no ano passado, quando tivemos um aumento crescente de mulheres nas aulas. Cada vez mais as mulheres lideram suas casas e, no mundo dos negócios, não é diferente. No factoring temos participação efetiva de mulheres como sócias, diretoras, advogadas e funcionárias de nossas empresas. Tanto na economia como socialmente as mulheres se equiparam aos homens, por isso vê-las atuantes também em nossos cursos não é uma surpresa”.

Lemos Leite, que esteve presente em todos os 152 cursos realizados pela ANFAC, revela que nesses 30 anos da entidade, dos 7.517 certificados de aproveitamento entregues aos participantes, cerca de 1.600 estão em mãos femininas. O presidente da ANFAC observa que as mulheres se destacam pela preocupação com sua formação intelectual e profissional e com sua elegância pessoal, a fim de, melhor alavancando os negócios de sua empresa, garantirem resultados satisfatórios indispensáveis à sobrevivência das empresas que lhes garantem o sustento. “No caso das funcionárias da ANFAC e dos SINFACs, por uma questão de justiça, o meu depoimento é de que se caracterizam pelo seu comportamento disciplinado e pela sua dedicação no desempenho caprichoso das suas tarefas rotineiras”, completa Lemos Leite.

O desempenho das mulheres, com a sua sensibilidade, com sua intuição e com sua afetividade dá um tom harmonioso na condução dos destinos do mundo no campo científico, político, empresarial, esportivo e familiar. “A presença das mulheres é importante no factoring e esperamos que essa representação feminina expressiva no setor aumente cada vez mais como motivação para nós homens, pelo discernimento e pela discreção, inerentes à biotipologia da mulher”, comenta.

Para Cleonice Maria Arantes de Cicco, sócia da Four Factoring e que já participou de diversos cursos da ANFAC, a presença feminina cada vez maior nos cursos vem da necessidade de entendimento do que é o fomento mercantil. “As mulheres estão buscando entender melhor o setor. Saber coisas como quando surgiu, o que podemos fazer pelas empresas e clientes, o que se espera de um profissional de factoring. Fazer o curso da ANFAC é um aperfeiçoamento. E uma característica feminina é a curiosidade, a busca pela perfeição e tentar provar que podemos, em qualquer segmento, gerenciar tão bem quanto os homens. Não buscamos a competição em si, mas nos unimos para buscar a excelência no atendimento dos clientes”.

Psicóloga de formação, Cleonice atua no factoring desde 1997, e viu o número de mulheres no setor aumentar significativamente ao longo desses anos. “Ainda precisamos de mais mulheres à frente das empresas de fomento mercantil. Como em todo segmento predominantemente masculino, estamos ingressando timidamente, mas já houve um avanço nestes 16 anos em que estou no mercado”.

Ela ressalta que as diferenças entre homens e mulheres no mercado de factoring hoje já são bem menores. “A mulher é mais intuitiva e um pouco mais temerosa que os homens, que se mostram mais arrojados. No mercado de risco, como é o nosso, temos que ter a junção de tudo isto, pois precisamos ter feeling, ter o conhecimento da economia, do mercado financeiro, entender também um pouco do perfil de cada cliente e saber diferenciar o que cada um precisa. Hoje a diferença se mostra bem menor, pois as mulheres estão se especializando e mostrando que podem ser tão competentes quanto os homens”.

Sempre que tem oportunidade, Cleonice faz um dos cursos da ANFAC, pois considera uma boa forma de aprendizado. “No factoring muita coisa muda, precisamos estar sempre nos reciclando e ninguém melhor do que a ANFAC para ministrar e trazer novas ideias. Além do aprendizado, é sempre uma chance de trocar informações ou estar próximo de quem convive com as incertezas e riscos do nosso
mercado”, finaliza.