REDUÇÃO DA SELIC TEM IMPACTOS POSITIVOS PARA CLIENTES DE FACTORING

Serviços agregados alavancam os benefícios aos empreendedores no Brasil

A tendência de queda da taxa básica de juros – e consequentemente da remuneração de outros títulos, como CDBs – já teve algum efeito no “fator de compra” praticado pelas empresas de fomento mercantil, que ficou em uma média de 3,7% em abril deste ano, contra 3,92% no mesmo período de 2011. Todavia, os benefícios que o fomento mercantil pode propiciar às médias e pequenas empresas vão bem além das vantagens relacionadas ao custo do capital de giro.

“O fomento mercantil é uma alternativa de serviço de apoio ao ciclo operacional das empresas-clientes. O principal serviço que a empresa de fomento mercantil disponibiliza à clientela é o ajuste do fluxo de caixa, provendo a liquidez necessária com a compra de direitos creditórios, resultantes de vendas mercantis e monitorando a cobrança no seu vencimento”, lembra Luiz Lemos Leite, presidente da ANFAC. “As empresas de fomento mercantil que implementaram estruturas voltadas ao aprimoramento dos seus serviços e de programas de treinamento de seus colaboradores, são exatamente aquelas que apresentam melhor performance em função dos diferenciais competitivos de atendimento a sua clientela. A participação dos serviços na mitigação de riscos, aliada à sua contribuição na composição da receita total indicam o caminho que as empresas de fomento mercantil devem trilhar na medida em que novos horizontes se abrem aos empreendedores brasileiros”, explica o presidente da ANFAC em uma circular divulgada nesta semana aos associados.

Mesmo com os efeitos da Selic em queda no sistema financeiro, a simples redução dos spreads bancários não atende plenamente às necessidades de capital de giro da base do empresariado. “Hoje, o foco dos bancos é o atendimento ao consumidor, pessoa física, segmentando por faixa de salário, de patrimônio e de reputação. Em relação à pessoa jurídica, os bancos têm parâmetros impostos pelo Banco Central com base no Acordo de Basiléia.Dessa forma, os bancos procuram trabalhar com empresas de grande porte, oferecendo produtos diferenciados, inclusive na área de valores mobiliários e de mercado de capitais. Esta realidade não impacta, em momento algum, a operação das empresas de fomento mercantil, cujo mercado alvo são empresas, pequenas e médias, que isoladamente não estariam no market share dos bancos”, observa.

Nesse sentido, as atividades das empresas de fomento mercantil se alinham aos objetivos de desenvolvimento e estabilidade defendidos pelo governo, o que tornaria saudável uma revisão do custo tributário desse segmento. “É da essência da atividade o princípio da continuidade em seu relacionamento comercial com as empresas clientes. No passado recente, em função de um viés de mercado, houve a imposição do IOF para essas operações, ainda que sejam reconhecidas e consagradas como negócios mercantis. A redução do IOF seria uma medida extremamente benéfica para as empresas clientes, alienantes dos direitos creditórios gerados por suas vendas mercantis, como também para todo mercado de fomento mercantil e, por via de consequência, para toda a economia”, pondera Luiz Lemos Leite.