Setembro tem o segundo maior percentual de cheques devolvidos dos últimos 25 anos

Indicador apurou que a porcentagem de devoluções por insuficiência de fundos foi de 2,19% no nono mês do ano. Amapá segue na frente do ranking com o maior percentual no acumulado entre janeiro e setembro de 2016: 17,02% de devoluções do total de emissões. Já São Paulo mantém o menor índice do país, com 1,78% de cheques devolvidos no período

Setembro teve o segundo maior índice de cheques devolvidos por insuficiência de fundo para o nono mês do ano dos últimos 25 anos, com 2,19% de devoluções do total de emissões. Os números são do Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos, realizado pela Serasa desde 1991. Foram 1.050.504 cheques devolvidos e 48.023.107 compensados. No mês anterior, agosto, registrou-se 2,18% de devoluções, com 1.101.093 cheques que voltaram e 50.602.130 compensados.

Os índices apurados no último mês de setembro são menores apenas que os registrados em setembro/2015, que teve 2,21% de devoluções, com 1.212.994 cheques devolvidos e 54.843.905 compensados.

No acumulado do ano, o percentual é recorde: 2,34% de devoluções por falta de fundos entre janeiro e setembro de 2016, maior que todos os percentuais registrados nos primeiros nove meses do ano desde o início da série histórica.

Segundo os economistas da Serasa Experian, a inadimplência com cheques ainda permanece em patamar elevado por causa dos impactos do desemprego e da inflação sobre o poder de compra dos consumidores.

Confira abaixo tabela com os totais de cheques devolvidos e compensados:

Nos Estados e regiões

Na avaliação dos primeiros nove meses de 2016 entre as regiões do país, a liderança de devoluções foi do Nordeste, com 4,57% de cheques devolvidos entre janeiro e setembro. O Sudeste foi a região que apresentou o menor percentual de devoluções no período: 1,93%.

Já entre os estados, o Amapá segue na liderança do ranking de cheques sem fundos: foram 17,02% de cheques devolvidos nos primeiros nove meses do ano. Na outra ponta, São Paulo foi o estado com o menor percentual de cheques devolvidos (1,78%).

Confira abaixo o ranking completo de cheques devolvidos de janeiro a setembro de 2016:

Em todo o país, a devolução de cheques em setembro/16 foi de 2,19% do total de cheques compensados, maior que a devolução de 2,18% registrada em agosto/16 e menor que o percentual de devoluções de cheques um ano antes, em setembro/15, quando o índice foi de 2,21%.

Na Região Norte, a devolução de cheques em setembro/16 foi de 4,18% do total de cheques compensados, menor que a devolução registrada no mês anterior, agosto/16, quando o percentual foi de 4,19%, e menor que os 4,24% registrado em setembro/15.

No Acre, em setembro/16, a devolução foi de 6,25% do total de cheques compensados, menor que a devolução de 7,37% registrada em agosto/16. Em setembro/15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos no Acre havia sido de 8,19% do total de cheques compensados.

No Amazonas, a devolução de cheques em setembro/16 foi de 6,06% do total de cheques compensados, menor que a devolução de 6,48% registrada em agosto/16. Em setembro/15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos no Amazonas havia sido de 5,93% do total de cheques compensados.

No Amapá, a devolução de cheques em setembro/16 foi de 11,40% do total de cheques compensados, menor que a devolução de 16,16% registrada em agosto/16. Em setembro/15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos no Amapá havia sido de 10,34% do total de cheques compensados.

No Pará, a devolução de cheques em setembro/16 foi de 5,89% do total de cheques compensados, menor que a devolução de 6,09% registrada em agosto/16. Em setembro/15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos no Pará havia sido de 5,74% do total de cheques compensados.

Em Rondônia, a devolução de cheques em setembro/16 foi de 2,04% do total de cheques compensados, maior que a devolução de 1,89% registrada em agosto/16. Em setembro/15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos em Rondônia havia sido de 2,21% do total de cheques compensados.

Em Roraima, a devolução de cheques, em setembro/16, foi de 6,45%, do total de cheques compensados, menor que a devolução de 10,29% registrada em agosto/16. Em setembro/15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos em Roraima havia sido de 8,71% do total de cheques compensados.

No Tocantins, a devolução de cheques em setembro/16 foi de 4,98% do total de cheques compensados, maior que a devolução de 4,89% registrada em agosto/16. Em setembro/15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos no Tocantins havia sido de 4,54% do total de cheques compensados.

Na Região Nordeste, a devolução de cheques em setembro/16 foi de 4,41% do total de cheques compensados, maior que a devolução de 4,30% registrada em agosto/16. Em setembro/15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos na Região Nordeste havia sido de 4,31% do total de cheques compensados.

Em Alagoas, a devolução de cheques em setembro/16 foi de 4,98% do total de cheques compensados, menor que a devolução de 5,11% registrada em agosto/16. Em setembro/15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos em Alagoas havia sido de 5,07% do total de cheques compensados.

Na Bahia, a devolução de cheques em setembro/16 foi de 4.01% do total de cheques compensados, maior que a devolução de 3,91% registrada em agosto/16. Em setembro/15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos na Bahia havia sido de 3,71% do total de cheques compensados.

No Ceará, a devolução de cheques em setembro/16 foi de 4,61% do total de cheques compensados, maior que a devolução de 4,35% registrada em agosto/16. Em setembro/15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos no Ceará foi de 4,45% do total de cheques compensados.

No Maranhão, a devolução de cheques em setembro/16 foi de 8,09% do total de cheques compensados, menor que a devolução de 8,19% registrada em agosto/16. Em setembro/15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos no Maranhão havia sido de 8,04% do total de cheques compensados.

Na Paraíba, a devolução de cheques em setembro/16 foi de 4,78% do total de cheques compensados, maior que a devolução de 4,54% registrada em agosto/16. Em setembro/15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos na Paraíba havia sido de 4,60% do total de cheques compensados.

Em Pernambuco, a devolução de cheques em setembro/16 foi de 3,29% do total de cheques compensados, maior que a devolução de 3,24% registrada em agosto/16. Em setembro/15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos em Pernambuco havia sido de 3,41% do total de cheques compensados.

No Piauí, a devolução de cheques em setembro/16 foi de 5,82% do total de cheques compensados, menor que a devolução de 5,92% registrada em agosto/16. Em setembro/15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos no Piauí havia sido de 6,20% do total de cheques compensados.

No Rio Grande do Norte, a devolução de cheques em setembro/16 foi de 5,00% do total de cheques compensados, maior que a devolução de 4,93% registrada em agosto/16. Em setembro/15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos no Rio Grande do Norte havia sido de 4,85% do total de cheques compensados.

Em Sergipe, a devolução de cheques em setembro/16 foi de 5,38% do total de cheques compensados, maior que a devolução de 4,98% registrada em agosto/16. Em setembro/15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos em Sergipe havia sido de 5,24% do total de cheques compensados.

Na Região Sudeste, a devolução de cheques em setembro/16 foi de 1,80% do total de cheques compensados, maior que a devolução de 1,79% registrada em agosto/16. Em setembro/15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos na Região Sudeste havia sido de 1,74% do total de cheques compensados.

No Espírito Santo, a devolução de cheques em setembro/16 foi de 2,34% do total de cheques compensados, maior que a devolução de 2,32% registrada em agosto/16. Em setembro/15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos no Espírito Santo havia sido de 2,31% do total de cheques compensados.

Em Minas Gerais, a devolução de cheques em setembro/16 foi de 1,94% do total de cheques compensados, igual ao índice de 1,94% registrado em agosto/16. Em setembro/15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos em Minas Gerais havia sido de 2,00% do total de cheques compensados.

No Rio de Janeiro, a devolução de cheques em setembro/16 foi de 1,88% do total de cheques compensados, menor que a devolução de 2,01% registrada em agosto/16. Em setembro/15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos no Rio de Janeiro havia sido de 1,79% do total de cheques compensados.

Em São Paulo, a devolução de cheques em setembro/16 foi de 1,69% do total de cheques compensados, maior que a devolução de 1,66% registrada em agosto/16. Em setembro/15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos em São Paulo havia sido de 1,60% do total de cheques compensados.

Na Região Sul, a devolução de cheques em setembro/16 foi de 1,88% do total de cheques compensados, maior que a devolução de 1,84% registrada em agosto/16. Em setembro/15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos na Região Sul havia sido de 2,05% do total de cheques compensados.

No Paraná, a devolução de cheques em setembro /16 foi de 1,82% do total de cheques compensados, maior que a devolução de 1,76% registrada em agosto/16. Em setembro /15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos no Paraná havia sido de 1,95% do total de cheques compensados.

No Rio Grande do Sul, a devolução de cheques em setembro/16 foi de 1,97% do total de cheques compensados, maior que a devolução de 1,93% registrada em agosto/16. Em setembro/15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos no Rio Grande do Sul havia sido de 2,16% do total de cheques compensados.

Em Santa Catarina, a devolução de cheques em setembro /16 foi de 1,86% do total de cheques compensados, maior que a devolução de 1,87% registrada em agosto/16. Em setembro /15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos em Santa Catarina havia sido de 2,07% do total de cheques compensados.

Na Região Centro-Oeste, a devolução de cheques em setembro/16 foi de 2,90% do total de cheques compensados, maior que a devolução de 2,87% registrada em agosto/16. Em setembro/15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos na Região Centro-Oeste havia sido de 2,96% do total de cheques compensados.

No Distrito Federal, a devolução de cheques em setembro/16 foi de 3,52% do total de cheques compensados, menor que a devolução de 3,65% registrada em agosto/16. Em setembro/15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos no Distrito Federal havia sido de 3,52% do total de cheques compensados.

Em Goiás, a devolução de cheques em setembro/16 foi de 2,94% do total de cheques compensados, maior que a devolução de 2,83% registrada em agosto/16. Em setembro/15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos em Goiás havia sido de 2,94% do total de cheques compensados.

No Mato Grosso do Sul, a devolução de cheques em setembro/16 foi de 2,42% do total de cheques compensados, menor que a devolução de 2,50% registrada em agosto/16. Em setembro/15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos no Mato Grosso do Sul havia sido de 2,66% do total de cheques compensados.

No Mato Grosso, a devolução de cheques em setembro/16 foi de 2,73% do total de cheques compensados, maior que a devolução de 2,65% registrada em agosto/16. Em setembro/15, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos no Mato Grosso havia sido de 2,81% do total de cheques compensados.

A série histórica deste indicador está disponível em http://www.serasaexperian.com.br/release/indicadores/cheques_devolvidos.htm.

Metodologia do indicador

O Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos consiste no levantamento mensal sobre a quantidade de cheques devolvidos por insuficiência de fundos em relação ao total de cheques compensados. Para efeito do cômputo do indicador, somente é considerada a segunda devolução por insuficiência de fundos.