Venda de recebíveis cresce entre pequenas empresas

Impulsionado pela redução na oferta de crédito nos bancos, o setor de factoring (compra de títulos recebíveis) fechará 2013 com um crescimento de 11% em relação a 2012, de acordo com a Anfac (associação do segmento).

Para 2014, a projeção de alta é ainda maior, de 20%.

O valor movimentado, que no ano passado foi de R$ 90 bilhões, chegará a R$ 100 bilhões neste ano. Em 2014, a estimativa é que atinja R$ 120 bilhões, segundo a entidade.

Tanto neste ano como no próximo, a expansão será puxada por pequenas e médias empresas.

São sobretudo os empresários de menor porte os que enfrentam barreiras maiores na obtenção de financiamentos bancários e recorrem ao factoring em busca de recursos.

“Com uma instabilidade maior da economia e mais dificuldade de crédito nos bancos, houve espaço para a evolução do nosso setor”, afirma Luiz Lemos Leite, presidente da associação.

“Foi uma brecha de mercado que se abriu”, diz.

As companhias de fomento comercial compram recebíveis de empresas que precisam de dinheiro para, por exemplo, ter capital de giro ou adquirir matéria prima.

“A empresa vende seu produto a prazo, mas comercializa o título de crédito para a companhia de factoring, que antecipa o valor, pagando à vista”, afirma Leite.

Do total de negócios fechados, aproximadamente 25% envolvem indústrias de metalurgia, de acordo com o executivo. Outras áreas com participação significativa são o agronegócio e o comércio.

“Cerca de 60% das empresas clientes estão em São Paulo. Há outras regiões onde o segmento também já se desenvolveu bem, como Paraná, Rio e Minas Gerais.”